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RADAR POLÍTICO – Raquel Lyra e o escândalo que atravessou o Palácio

  • Brito
  • há 7 horas
  • 2 min de leitura

ESCRITO POR WELLINGTON RIBEIRO – BLOG PONTO DE VISTA


A confirmação oficial de que a chamada “Nova Missão” jamais existiu do ponto de vista legal é mais do que constrangedora para a Polícia Civil de Pernambuco, Felipe Monteiro Costa, é alarmante. O caso, que aponta para um possível escândalo institucional, foi revelado pelo jornal O Globo.


Um ofício assinado pelo próprio delegado-geral atesta que não houve boletim de ocorrência, procedimento investigativo, VPI, designação formal de agentes, registro no SEI ou comunicação ao Judiciário. Ainda assim, a operação monitorou de forma clandestina um secretário e um assessor do governo João Campos (PSB), justamente o principal adversário político da governadora Raquel Lyra (PSD). Em um Estado democrático de direito, ações de “inteligência” sem base formal, sem controle institucional e voltadas a integrantes de um governo rival não configuram falha administrativa: levantam, no mínimo, a suspeita grave de uso político da polícia para intimidar e constranger adversários.


O próprio ofício reconhece que a “missão de inteligência” foi encerrada sem a confirmação de qualquer ilícito, razão pela qual não houve relatório final nem formalização de peças de convicção. Ou seja, monitorou-se, vigiou-se e nada foi encontrado, e, ainda assim, nada foi oficialmente documentado. Esse vazio institucional reforça as preocupações já expressas pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a apuração do caso pela Polícia Federal. Se ficar comprovado que a Polícia Civil foi instrumentalizada para fins políticos durante a atual gestão estadual, o episódio deixará de ser apenas um escândalo administrativo para se tornar um marco negativo de desvio de poder, com implicações jurídicas e políticas de grande alcance.


LIDERANÇA – O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), larga na frente na corrida pelo Palácio do Campo das Princesas. É o que aponta a primeira pesquisa registrada do ano, do Instituto Datafolha, divulgada pela CBN, confirmando o socialista na liderança do cenário estadual.


NO PRIMEIRO TURNO – Considerando apenas os votos válidos, João Campos venceria a disputa já no primeiro turno, com 53,4%. A governadora aparece em segundo, com 39,8%. Eduardo Moura soma 5,7%, enquanto o ex-vereador Ivan Moraes registra 1,1%. O levantamento do Datafolha aplicou 1.022 questionários entre os dias 2 e 5 de fevereiro e foi registrado com o número PE-09595/2026. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança, de 95%.


SENADO EM DISPUTA – Na corrida pelo Senado, o Datafolha mostra Marília Arraes liderando em todos os cenários testados. A segunda colocação aparece embolada, em empate técnico entre Humberto Costa (PT), Eduardo da Fonte (PP) e Miguel Coelho (União Brasil).


ALIANÇA CARIMBADA – Em entrevista à CNN, o senador Humberto Costa cravou que o PT estará ao lado de João Campos na disputa estadual. A fala consolida o alinhamento entre PT e PSB, que caminham juntos em pelo menos 15 estados, incluindo os principais colégios eleitorais do país.


PREGO BATIDO, PONTA VIRADA – O presidente estadual do Podemos, Marcelo Gouveia, convoca coletiva no próximo dia 12 para anunciar a filiação de Gilson Machado Neto ao partido. O ato contará com a presença da presidente nacional da legenda, Renata Abreu. O ex-ministro do Turismo de Bolsonaro é visto como potencial puxador de votos na chapa de deputado federal do Podemos.


Fonte : Blog Ponto de Vista.

 
 
 

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