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Galípolo confirma presença na CPI do Crime Organizado

  • Brito
  • há 11 horas
  • 2 min de leitura

O convite a Galípolo foi apresentado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) - (crédito: Alexandre Boiczar / Banco Central)


O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, confirmou presença na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado nesta quinta-feira (8/4), às 10h, para prestar esclarecimentos sobre o Banco Master. Segundo a assessoria da autoridade monetária, ele participará na condição de convidado, o que torna sua presença não obrigatória.


Além de Galípolo, a comissão também convocou o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que ainda não confirmou se comparecerá à sessão.

 

O convite ao atual dirigente do BC foi apresentado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE). O parlamentar justifica o pedido com base em reportagens que mencionam uma reunião realizada no Palácio do Planalto, em novembro de 2024, fora da agenda oficial. Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria se encontrado com o empresário Daniel Vorcaro e com o próprio Galípolo. Girão busca esclarecer o teor desse encontro.

 

“A oitiva pretendida não se dirige à atividade técnica do Banco Central em si, mas à necessidade de assegurar transparência institucional e afastar quaisquer dúvidas sobre eventual interferência política ou econômica indevida em processos de fiscalização e controle do sistema financeiro, temas diretamente relacionados ao objeto desta CPI”, escreveu Girão no requerimento.


A convocação de Campos Neto foi feita a pedido do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que o considera uma “testemunha qualificada” para detalhar critérios de idoneidade adotados pelo Banco Central em suas atividades de supervisão.


O requerimento também resgata decisões anteriores da autarquia, como a autorização concedida, em 2019, para que Daniel Vorcaro assumisse o controle do então Banco Máxima — posteriormente rebatizado como Banco Master. O documento ainda menciona a Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, que apura suspeitas de atuação irregular de servidores do Banco Central em benefício da instituição financeira.


A sessão da CPI deve aprofundar questionamentos sobre a relação entre agentes públicos, setor financeiro e possíveis interferências em processos de fiscalização, tema central das investigações conduzidas pelo colegiado.


Fonte : Correio Braziliense.

 
 
 

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