Vereadores do Recife se movimentam para disputar novas Casas em 2026

Com a chegada do ano eleitoral, vereadores do Recife intensificam movimentações políticas e ampliam sua presença pública mirando a disputa por outras Casas Legislativas.
A corrida por vagas na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e na Câmara dos Deputados tem estimulado articulações partidárias, aproximações com lideranças estaduais e maior visibilidade de parlamentares que hoje ocupam cadeiras na Câmara Municipal.
Embora a maioria evite declarações diretas sobre uma eventual candidatura, os sinais de transição são perceptíveis. A estratégia passa pelo fortalecimento de bases eleitorais, maior engajamento em pautas de alcance estadual e nacional e circulação fora da capital. O cenário ganha peso diante da possível candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao Governo de Pernambuco, fator que tende a reorganizar alianças e influenciar decisões internas nos partidos.
Possíveis projeções para 2026
Entre os nomes que têm ganhado projeção está o vereador Eduardo Moura (Novo). Integrante da oposição à gestão municipal, Moura ampliou sua visibilidade a partir de fiscalizações e atuação nas redes sociais. Apesar de aparecer de forma recorrente em pesquisas relacionadas à disputa pelo Palácio do Campo das Princesas, nos bastidores o caminho mais viável discutido por aliados tem sido uma candidatura à Câmara Federal em 2026.
Na base governista, o vereador Samuel Salazar (MDB), líder da gestão João Campos na Câmara do Recife, é citado como possível candidato à Alepe. Com perfil mais moderado, seu nome é observado como opção competitiva para o Legislativo estadual, especialmente em um cenário de rearranjo do centro político.
Pré-candidaturas confirmadas
Dentre os parlamentares que já confirmaram suas pré-candidaturas, está a vereadora Jô Cavalcanti (PSOL). Alinhada ao espectro progressista, o partido confirmou, em junho, o lançamento de Cavalcanti como pré-candidata ao Senado Federal no ano que vem. Apesar da projeção interna dentro do partido e da atuação destacada em pautas sociais e coletivas, o nome da parlamentar ainda não aparece com frequência nos levantamentos e pesquisas eleitorais divulgados até o momento.
Ainda no campo da esquerda, os nomes de Liana Cirne (PT) e Kari Santos (PT) são colocados na lista da disputa pela Câmara dos Deputados. Cirne, com trajetória consolidada dentro do partido em Pernambuco, e Santos, com militância intensa nas redes sociais, aparecem como alternativas para ampliar a representação federal da legenda, que atualmente conta com apenas Carlos Veras, presidente estadual do PT.
Outro nome que aparece com destino mais definido é o do vereador Davi Muniz (PSD). Após romper com o PSB do prefeito João Campos, Muniz manifestou publicamente, ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), a intenção de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) em 2026. O parlamentar tem intensificado agendas e ampliado o diálogo com bases eleitorais além do Recife.
Outros nomes
Pelo Partido Liberal, Thiago Medina (PL) surge como um dos nomes mais comentados para a disputa da Câmara Federal. Bolsonarista, o vereador é tratado como quadro estratégico para ampliar a presença da direita pernambucana em Brasília, com respaldo de lideranças nacionais da legenda. Ainda no PL, Gilson Filho é citado como possível candidato a deputado estadual, embora aliados não descartem uma candidatura de maior envergadura, a depender do desenho das chapas.
No PSB, partido que comanda a capital, o presidente da Câmara do Recife, Romerinho Jatobá, aparece em avaliações internas sobre seu futuro político. Ele confirmou que pretende disputar uma vaga na Alepe. Já o vereador Hélio Guabiraba, um dos mais experientes da Casa, é lembrado também como possível candidato a Casa legislativa estadual.
De olho em 2026
O conjunto dessas movimentações indica que a Câmara Municipal do Recife deve atravessar 2026 em meio a um processo de reposicionamento político, com parte dos vereadores utilizando o mandato como plataforma para projetos eleitorais mais amplos. O fenômeno tende a se intensificar à medida que o calendário oficial se aproxima.
Pelas regras do sistema eleitoral brasileiro, vereadores que decidirem disputar cargos proporcionais em 2026 não precisam renunciar ao mandato. A mudança ocorre apenas em caso de vitória nas urnas, o que exige a renúncia do cargo legislativo municipal.
Fonte : LeiaJa.



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