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TRE-PE oferecerá transporte a povos indígenas e comunidades tradicionais no 2º turno

Brito
há 18 horas
5 min de leitura

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), por meio dos cartórios eleitorais, manterá no 2° turno das Eleições 2026 a operação de transporte gratuito voltada a eleitores residentes em territórios indígenas, comunidades quilombolas e regiões ribeirinhas. A medida integra o programa Seu Voto Importa, estruturado para garantir o direito ao voto de populações domiciliadas em localidades remotas e desprovidas de linhas regulares de transporte coletivo.


Nacionalizado em 2026 e com alta adesão registrada no 1º turno, o programa mantém o atendimento integral a todos os eleitores que utilizaram o transporte no 1º turno. Com isso, os votantes contemplados no início de outubro têm assegurados os trajetos de ida e volta aos respectivos locais de votação neste domingo (25), por meio de uma malha logística terrestre e fluvial planejada em conformidade com a geografia de cada município atendido.


Com mais de 100 mil pessoas autodeclaradas indígenas, segundo o censo de 2022 do IBGE, Pernambuco é o 4° estado com maior população indígena no Brasil, com as comunidades sendo distribuídas majoritariamente no Agreste e no Sertão do Estado. Ao todo, 18 aldeias foram atendidas no 1° turno, contando com o atendimento também no 2°.


Além da população indígena, 13 sítios quilombolas também foram atendidos pelo programa Seu Voto Importa nos municípios de Garanhuns (5), Águas Belas (3) e Caruaru (1). Em uma situação extraordinária na cidade de Belém do São Francisco (Sertão), o TRE-PE, por meio de seu cartório eleitoral em parceria com a prefeitura do município, disponibilizou dez barcos para o atendimento fluvial em mais de 80 ilhas do arquipélago da bacia do Rio São Francisco.


O TRE-PE não teve quaisquer registros de dificuldades enfrentadas por eleitoras e eleitores indígenas que eventualmente não dominam a língua portuguesa, como também não registrou reclamações enviadas por eleitores de comunidades indígenas junto aos canais oficiais disponibilizados ao cidadão pela Ouvidoria.


Confira os detalhes da atuação em cada cidade:

SertãoNo Sertão do estado, onde a dispersão dos núcleos habitacionais e as distâncias territoriais impõem desafios logísticos, o planejamento operacional foi detalhado.


Carnaubeira da Penha: Cerca de 2 mil eleitores autodeclarados indígenas foram transportados no 1° turno em Carnaubeira da Penha, quando foram mobilizados 44 veículos, entre ônibus convencionais e caminhonetes, que levaram os eleitores até seus locais de votação no centro de Mirandiba, cidade-sede do distrito.


Esses eleitores pertencem predominantemente às etnias Atikum-Umã e Pankará, grupos residentes das aldeias de Olho D'Água do Padre, Serra Umã e Brejinho. Para atender ao fluxo contínuo de votantes e diminuir os intervalos de espera nas rotas, a estrutura foi ampliada para o 2° turno, totalizando 89 veículos entre o distrito de Carnaubeira da Penha e a cidade-sede de Mirandiba.


Mirandiba: Com 586 eleitores autodeclarados indígenas, a logística do 2° turno das eleições contará com o reforço de 42 veículos na região. O transporte garantirá o deslocamento dos votantes, atendendo inclusive às comunidades das etnias Atikum e Pankará que residem no distrito de Carnaubeira da Penha e no entorno de Mirandiba.


Belém do São Francisco: Por conta da geografia local, a operação assumiu características fluviais para atender comunidades ribeirinhas. O programa mobilizou uma frota de dez embarcações para cobrir as 87 ilhas que integram o arquipélago da bacia do Rio São Francisco. A malha hidroviária foi estabelecida com pontos definidos de embarque e desembarque, conectando as famílias ribeirinhas aos locais mais próximos dos colégios eleitorais no centro da cidade, observadas as normas de segurança da navegação e o fornecimento de coletes salva-vidas.


Cabrobó: A estratégia logística abrangeu as comunidades da etnia Truká. O plano de transporte credenciado pelo cartório eleitoral atendeu de forma direta os moradores das aldeias Ilha da Assunção, Caatinguinha, Caatinga Grande, Camaleão e Lagoa Branca, conectando as áreas insulares e rurais às seções eleitorais.


Floresta: A operação atendeu aos povos das etnias Pipipã e Kambiwá residentes nas aldeias Faveleira e Serra Negra. O deslocamento é realizado por meio de transporte credenciado pela Justiça Eleitoral, cobrindo o percurso entre as terras indígenas e os colégios eleitorais designados


Inajá: A logística eleitoral adota um modelo misto para contemplar as especificidades locais. Para o povo Kambiwá, residente na Aldeia Baixa da Alexandra, a votação ocorreu no próprio território em razão da presença de quatro seções eleitorais instaladas na aldeia. Já para a etnia Tuxá, que não dispõe de seções em suas localidades, a operação garante o transporte motorizado credenciado dos eleitores até o centro urbano.


Tacaratu / Jatobá: Com a presença de seções eleitorais instaladas no próprio território indígena para atender a maior parte do povo Pankararu na Aldeia Brejo dos Padres, a logística de transporte público tem caráter residual. A frota credenciada é dimensionada para o deslocamento pontual de cerca de 30 eleitores de Tacaratu até os locais de votação no município de Jatobá.


Petrolândia: O esquema de transporte garante o deslocamento da população indígena da etnia Pankararu residente nas comunidades rurais do município. Como o território não possui seções eleitorais instaladas dentro das aldeias, a operação assegura rotas dedicadas para levar os votantes até os colégios eleitorais urbanos, no centro da cidade.


Agreste: A iniciativa alcança também o Agreste pernambucano, onde quatro municípios contam com rotas direcionadas a sítios quilombolas e aldeamentos indígenas.


Garanhuns: A logística viabilizou o deslocamento de 560 moradores de territórios quilombolas no 1° turno. A operação atendeu cinco comunidades tradicionais: Castainho, Estrela, Embaúba, Estivas e Tigres, garantindo percursos planejados em estradas rurais não pavimentadas, de modo que os eleitores façam a viagem para o seu colégio eleitoral e tenham regresso assegurado logo após a votação.


Buíque: A operação terrestre mapeou as áreas rurais habitadas pela etnia Kapinawá para garantir o exercício do voto. O transporte credenciado circula pelas aldeias Mina Grande, Ponta da Várzea, Carnaúba, Riachinho e Baixa da Palmeira, conduzindo os eleitores de forma segura até suas seções.


Águas Belas: A dinâmica de atendimento à etnia Fulni-ô foi diferenciada devido à proximidade geográfica do território tradicional com o centro da cidade. Como a aldeia fica na zona urbana da cidade, a maior parte do eleitorado realiza o deslocamento a pé até os locais de votação e ao cartório eleitoral, sem a necessidade de logística para transporte motorizado especial. O transporte motorizado incluiu o atendimento às comunidades quilombolas de Maria de Nazaré, Tanquinho e Sítio dos Quilombolas.


Pesqueira: O planejamento eleitoral voltado ao povo Xukuru do Ororubá contou com seções eleitorais próprias e pontos de transmissão remota de dados instalados dentro do território tradicional das aldeias, dispensando a necessidade de grandes frotas para transporte interurbano de eleitores entre os polos de Cimbres, Cana Brava e Pé de Serra.


Caruaru: Maior colégio eleitoral da região, o programa contou com o atendimento em áreas de remanescentes quilombolas, atendendo a comunidade do Quilombo Carapotós. Ao todo, 24 eleitores do quilombo foram transportados em um micro-ônibus disponibilizado pela prefeitura do município.


Fonte : Blog da Folha de PE.

 
 
 

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Brito

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