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Silvio Costa Filho viabiliza inclusão social nos aeroportos

Brito
14 de ago. de 2025
3 min de leitura

A política, quando feita com sensibilidade e visão de futuro, não se limita a números e obras físicas: ela toca vidas. Foi essa a mensagem transmitida na quarta-feira (13), quando o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, inaugurou, no Aeroporto Internacional de Brasília, o Espaço Multissensorial para acolhimento de passageiros neurodivergentes, especialmente pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O gesto vai muito além da entrega de uma sala — é a consolidação de uma política pública voltada para inclusão e dignidade.


Com iluminação suave, elementos táteis, área que simula o interior de uma aeronave e recursos para reduzir estímulos, o ambiente oferece um refúgio para quem enfrenta dificuldades sensoriais em meio à movimentação intensa de um aeroporto. A ação integra o programa internacional HD Sunflower, que utiliza o cordão de girassol para identificar, de forma discreta, pessoas com deficiências não visíveis, e o projeto AUTItude, que oferece kits com protetor auricular, gibi e o próprio cordão.


Silvio Costa Filho fez questão de imprimir uma marca pessoal à iniciativa, tratando-a não apenas como ato administrativo, mas como causa humanitária. “Essas salas multissensoriais representam mais do que uma política pública permanente; são um gesto humano e pedagógico, que toca a alma e o coração”, disse, projetando que, em dois ou três anos, os principais aeroportos do país tenham espaços semelhantes.


A presença da secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Ana Paula Feminella, reforçou a importância simbólica do momento. “Lugar de pessoa com deficiência é em todo lugar”, afirmou, destacando a mudança de paradigma em relação ao passado de isolamento e invisibilidade.


Mais do que autoridades, quem validou de fato a relevância do projeto foram as famílias presentes. Mariani Braga, mãe da pequena Sophia, de 5 anos, descreveu a sala como um “abraço” para quem enfrenta o caos sensorial das viagens. Já Leandra Peixoto, mãe de Arthur, de 6 anos, fez um apelo para que iniciativas semelhantes cheguem também ao transporte urbano e outros espaços públicos.


A unidade de Brasília se soma a outras oito espalhadas pelo Brasil, em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Florianópolis. A meta do Ministério é expandir o alcance, fortalecendo o entendimento de que a aviação — e, por extensão, a infraestrutura pública — deve estar preparada para todos.


O projeto não surge isolado. Ele vem acompanhado de ações educativas, como a cartilha “Inclusão Dentro e Fora do Avião”, que apresenta, de forma lúdica, orientações sobre direitos e recursos para passageiros neurodivergentes. Trata-se de um esforço para criar não apenas ambientes mais acolhedores, mas também uma cultura de respeito e compreensão.


No Brasil polarizado e marcado por disputas acirradas, iniciativas como essa lembram que a política pode — e deve — ser também o lugar da empatia. Silvio Costa Filho encontrou, nessa pauta, um espaço para unir gestão e humanidade, construindo não só aeroportos mais inclusivos, mas também pontes com a sociedade. E, convenhamos, em tempos de turbulência, toda política que traga mais acolhimento e menos barulho merece decolar.


Redução – A tarifa do Gás Natural Veicular (GNV) em Pernambuco teve redução de 9,2%, a maior entre as concessionárias do Nordeste e a segunda maior do Brasil, segundo autorização da ARPE. A medida, em vigor desde o início de agosto, torna o combustível ainda mais competitivo frente à gasolina e ao etanol, especialmente para taxistas, motoristas de aplicativo e frotistas. Com o novo valor, R$ 100 em GNV permitem percorrer cerca de 301 km — quase o dobro da distância alcançada com etanol ou gasolina — reforçando seu status de melhor custo por quilômetro rodado no estado.


Fonte: Blog do Edmar Lyra.

 
 
 

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