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Sem ocupar cadeiras em 21 câmaras municipais de Pernambuco, mulheres lutam por mais espaço na política

Brito
1 de abr. de 2025
2 min de leitura

Foto: Freepik


A maioria da população pernambucana é composta por mulheres. De acordo com dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, de 2022, elas representam 52,3%, enquanto os homens somam 47,7% dos pernambucanos. Contudo, nem sempre maioria é sinônimo de maior representatividade no legislativo. É este o retrato, por exemplo, de algumas cidades do Estado, em que não há representação feminina nas Câmaras Municipais.


Em Pernambuco, apesar do crescimento do público feminino na política nas eleições de 2024, 21 cidades não elegeram mulheres ao cargo de vereadoras, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Confira quais são as cidades pernambucanas com ausência do público feminino no poder:

Arte: José Fernando Siqueira/LeiaJá


Apesar de não terem mulheres compondo as câmaras municipais, quatro dessas 21 cidades têm mulheres no comando do executivo. Em Catende: Dona Graça (PSDB) eleita com 10.531 votos, Cumaru: Zeneide Medeiros (PSB) teve 6.645 votos, Iati: Camila Souza (PSB) obteve 6.346 votos e em Nazaré da Mata a prefeita eleita foi Aninha da Ferbom (PSDB) com 10.102 votos. No entanto, o resultado positivo não alcançou as casas legislativas.


Números preocupantes

Para Bruna França, 34 anos, mãe e profissional autônoma, os dados levantados são preocupantes, pois isso dificulta ainda mais políticas públicas para as mulheres.

“Acho preocupante, pois assim a população feminina fica sem políticas públicas voltadas para elas, fazendo com que poucas mulheres tenham acesso à saúde digna”, exemplificou.


“As mulheres são vistas como não pertencente ao lugar da política”

A coordenadora geral do Centro das Mulheres do Cabo e Comitê de Monitoramento da Violência no Território Estratégico de Suape (COMFEM), avalia que a mulher é vista como uma figura que não é capaz de ocupar cargos no meio político, que ainda é predominantemente masculino.


“Nós mulheres já conquistamos muitos direitos a partir das nossas lutas feministas, no entanto, ainda precisamos avançar na participação política. Apesar de sermos maioria de mulheres na população e maioria do eleitorado, nossa representação em cargos eletivos ainda não superou o percentual de 17% no Brasil. Quando olhamos para as câmaras de vereadoras/es essa disparidade é ainda mais perversa. Infelizmente, a cultura machista e patriarcal escancara as desigualdades de gênero nesse lugar de poder, e para muitas pessoas ainda, as mulheres são vistas como não pertencente ao lugar da política, mesmo que sua competência profissional seja evidente”.


Fonte: Leiajá.


 
 
 

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Brito

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