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Raquel promete fazer o que nenhum governo conseguiu: tirar o metrô do Recife do colapso

Brito
17 de jan.
2 min de leitura

Foto: Miva Filho/Secom


A visita da governadora Raquel Lyra ao metrô do Recife, ao lado do ministro das Cidades, Jader Filho, marcou o início de uma estratégia política para assumir a dianteira em um tema historicamente ignorado pelos governos estaduais. O anúncio de R$ 500 milhões em investimentos rompe o ciclo de omissão sobre a situação do sistema metroviário e reposiciona a governadora como figura central na tentativa de recuperação da principal estrutura de transporte da Região Metropolitana. Ao transformar o metrô em pauta prioritária, Raquel coloca sua marca em um tema que sempre circulou à margem das disputas locais.


Mesmo sem controle administrativo direto sobre o sistema, Raquel passa a atuar como fiadora de sua reconstrução. O Acordo de Cooperação Técnica com o governo federal abre espaço para a modelagem de uma Parceria Público-Privada, e a governadora se antecipa ao desgaste tradicional ao adotar uma postura de cobrança pública e presença constante no debate. Com isso, o governo estadual ganha legitimidade política para se apresentar como agente da mudança. A aposta é de que o desgaste acumulado de anos possa ser revertido com entregas progressivas e narrativa de reconstrução.


A escolha do metrô como eixo de atuação não é apenas técnica. Ao lado de outras obras de infraestrutura em mobilidade, como corredores exclusivos e o Arco Metropolitano, o sistema metroviário pode funcionar como vitrine de gestão. A agenda com o ministro reforça o alinhamento com a União em um momento em que a capitalização de recursos federais tende a ser decisiva para projetos de grande porte. Raquel utiliza esse alinhamento como ativo de governo, mas também como anteparo contra cobranças prematuras.


A movimentação coloca a governadora em posição estratégica para ampliar sua influência política na Região Metropolitana, tradicionalmente marcada por disputas locais e baixa presença do governo estadual em temas urbanos. Ao se associar à reestruturação do metrô, Raquel assume o risco de um cronograma complexo, mas também cria uma agenda positiva que pode se desdobrar até o próximo ciclo eleitoral. A leitura interna é de que, ao assumir um problema antigo, ela passa a ser reconhecida como parte da solução.


Fonte: Blog Fala PE.

 
 
 

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Brito

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