Raquel estrutura política de combate à fome e consolida novo modelo social em Pernambuco
- Brito
- há 6 dias
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Foto: Janaína Pepeu
A chegada de 2026 com 252 cozinhas comunitárias em operação sinalizando mais do que um crescimento numérico expressivo frente às 60 unidades registradas em 2022.
Representa uma inflexão na política social de Pernambuco. Sob a liderança de Raquel Lyra, o combate à fome passou a ser tratado como política de Estado, com orçamento, metas e estratégia definidas. A gestão adota um caminho menos sujeito a descontinuidades, centrado na institucionalização das ações sociais. Ao contrário das abordagens episódicas do passado, o atual governo tem sustentado uma rede estável de assistência alimentar que atravessa o território estadual.
O programa Bom Prato, que ultrapassou a marca de 20,5 milhões de refeições servidas desde o seu relançamento em 2023, é o principal reflexo dessa guinada. Com investimento superior a R$ 60 milhões apenas no último ano, o programa foi ampliado e interiorizado, alcançando municípios antes da margem dessas políticas. A aposta na capilaridade e na previsibilidade permite que a política social avance sem os solavancos típicos de gestões que gem sob demanda ou conforme o calendário eleitoral.
Outro movimento importante é a articulação com redes comunitárias. As chamadas cozinhas solidárias passam a integrar a estrutura oficial, recebendo apoio do Estado e especificamente como ponte entre o governo e os territórios vulneráveis. O desenho dessa política mostra uma tentativa de reconstruir vínculos entre o poder público e a população mais afetada pela insegurança alimentar, com prioridade para áreas de periferia urbana e rural.
A meta anunciada de alcançar 300 cozinhas até o fim de 2026 tem menos impacto pelo número e mais pelo que representa em termos de continuidade e coerência com a política inaugurada ainda em 2023. Ao garantir orçamento para os municípios ampliarem suas redes de assistência, o governo estadual sinaliza que o combate à fome não será tratado como política de emergência, mas como parte de uma intervenção permanente da administração pública.
Ao consolidar essa estrutura, Raquel Lyra não apenas preencheu uma lacuna histórica em Pernambuco, mas redefine o papel do Estado no enfrentamento à fome. A aposta na gestão em escala, técnica e articulação federativa como pilares de uma política pública que busca se manter viva para além das conjunturas. O que se deseja, a partir desse arranjo, é um modelo com potencial de institucionalização rigorosa, com o peso e a responsabilidade do poder público à frente da resposta a um dos problemas mais urgentes do país.
Fonte :Blog FalaPE.



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