Proximidade antes de tudo

Segundo informações de bastidores, a governadora Raquel Lyra tem dado sinais de que vai realmente vai se filiar ao PSD, partido pelo qual pretende disputar a reeleição em 2026. Esse é quase que o caminho natural após uma campanha e disputa e governo pelo PSDB.
O partido também está a caminho de uma fusão com o próprio PSD e vindo a se concretizar não precisaria nem de um ato de filiação.
Com a sua ida para o PSD, Raquel resolve algumas coisas. A primeira é que a legenda ocupa ministérios no Governo de Lula e assim a governadora passaria a fazer parte da base do presidente e já seria um aceno tal qual o desejo de petistas em Pernambuco. O próximo aceno é a declaração clara de um apoio a Lula em 2026. Esta declaração já foi dada pelo seu rival, o prefeito João Campos, mas não por Raquel.
Com a definição partidária de Raquel a um partido da base do presidente Lula e com João Campos pelo PSB, o PT ficaria bem à vontade para escolher o nome que irá apoiar na eleição de 2026. Apesar de existir ainda uma dúvida em relação a isso, o prefeito recifense já sai com uma grande vantagem: a aproximação entre ele e o presidente Lula.
Ou seja, ainda que o PT decidisse pelo apoio a Raquel Lyra, a tendência é de que no mínimo os votos se dividam entre ela e João Campos pela afinidade que João tem com Lula. Um exemplo disso é o que aconteceu em 2022 quando Danilo Cabral era o candidato apoiado oficialmente por Lula e pelo PT, mas a aproximação política de outras eleições fez com que grande parte dos votos fosse para Marília Arraes que até então era filiada ao PT.
Agenda
A governadora Raquel Lyra vai abrir a primeira aula do curso "Políticas Habitacionais: Resultados e Desafios", do Insper, voltado para a formação de gestores públicos municipais e do Estado, lideranças do setor habitacional e de movimentos sociais ligados ao desenvolvimento urbano e habitação. Essa é a primeira vez que o treinamento do Insper acontece fora de São Paulo.
O recuo de Chaparral
Em entrevista a um portal de Surubim na noite de ontem, o prefeito de Surubim e até então possível candidato à presidência do Coniape, Cléber Chaparral, já cogitou a possibilidade de desistência do pleito. Nas entrelinhas, um prefeito em reserva comentou que ele não conseguiu se quer montar a chapa para a disputa que teria que contar com 13 municípios. Chaparral teria hoje o apoio de apenas 8 prefeitos consorciados, de um total de 34.
Importante é Lula
O prefeito João Campos se aproximou ainda mais do presidente Lula depois que o petista precisou de um reforço na parte da comunicação que ocorreu depois do recuo do monitoramento do pix e fez um estrago grande no Governo. João sabe bem que a força do PT está mais em Lula do que mesmo no seu partido.
Destaque
E por falar de João Campos, o prefeito foi destaque ontem em O Globo que o destacou com uma figura da nova esquerda. Na matéria, o prefeito foi apresentado como a grande novidade da política e com um futuro promissor no campo político progressista que no momento ainda está muito dependente de Lula.
Prejuízo
A não eleição de Guilherme Boulos em São Paulo pode ter custado muito ao parlamentar e também ao seu partido, o PSOL. Até então, Boulos era visto como um nome natural para ser o sucessor do presidente Lula. Agora, o deputado federal por São Paulo perdeu já de muito este posto que hoje é disputado inclusive pelo prefeito João Campos. A ressaca da derrota em São Paulo pode custar a Boulos e ao PSOL uma baixa votação proporcional em 2026.
Eleição
A Amupe divulga nesta segunda-feira ,edital que aponta as regras para a eleição da mesa diretora que acontece em 27 de fevereiro. Até o momento, diversos nomes se apresentam como candidatos ao cargo como o ex-prefeito de Paudalho, Marcelo Gouveia, o prefeito de Aliança, Pedro Freitas, a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado entre outros. Coordenador do processo eleitoral, Lula Cabral, disse que espera que os nomes consigam apresentar uma chapa consensual.
Fonte: Blog do Silvinho.



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