Privatização do Metrorec: Raquel Lyra diz que, hoje, "Metrô do Recife coloca em risco a população"

Imagem da governadora Raquel Lyra no bairro do Bongi, no Recife - Miva Filho/Secom
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), defendeu nesta sexta-feira (23) a decisão do governo federal de autorizar a concessão do sistema metroferroviário da Região Metropolitana do Recife à iniciativa privada.
Atualmente sob gestão da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), vinculada ao Ministério das Cidades, o metrô do Recife foi descrito pela governadora como "sucateado".
"Desde o primeiro momento em que a gente se colocou à disposição do povo de Pernambuco para governar o Estado, falávamos da necessidade de mudança no metrô do Recife. O metrô está sucateado, anda a 17 km/h, coloca em risco a população, e a gente tem trabalhado buscando soluções”, afirmou.
As declarações da governadora foram dadas durante visita ao bairro do Bongi, no Recife, onde ela deu ordem de serviço para a construção do Conjunto Habitacional Zilma Maria de Oliveira, que beneficiará 64 famílias em situação de vulnerabilidade social.
Estudos e projetos de concessão
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será o responsável por coordenar os estudos e modelar o projeto de concessão.
Segundo Raquel Lyra, as negociações com o governo federal têm sido frequentes e articuladas, com reuniões ocorrendo de maneira praticamente quinzenal junto ao BNDES, à Casa Civil e à equipe do Governo de Pernambuco.
Etapas do processo de transição
Transferência dos bens da União necessários para a operação do metrô para o governo estadual
Outorga da concessão à iniciativa privada
Oficialização da posse dos ativos por Pernambuco.
Um acordo de cooperação técnica entre o Estado, o BNDES e a União detalhará as responsabilidades e compromissos de cada parte.
Apesar de a autorização para os estudos ter sido publicada, não existe ainda um prazo definido para que o governo do estado receba a titularidade dos bens ou para o início do processo de concessão.
Fontes ouvidas pelo JC tanto no governo federal como no estadual indicaram que o ‘martelo’ ainda não foi batido sobre a concessão do sistema porque os recursos federais a serem aportados no metrô estariam assustando a União, que, por consequência, estaria pressionando o governo estadual a assumir mais recursos do que o combinado anteriormente, quando o primeiro estudo foi realizado pelo BNDES.
Fonte: JC.



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