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Prevenção é a dica da CNM para enfrentamento da dengue nos Municípios

Brito
5 de jan. de 2025
3 min de leitura

A maior incidência de chuva, de acúmulo de água e de calor, comuns do verão brasileiro, intensifica a proliferação do Aedes Aegypti em todo o país. Soma-se a isso, o recorde de mortes dos últimos meses e a previsão de mais pessoas doentes em 2025. Para evitar novos óbitos e/ou colapso da rede de saúde, por dengue e também por outras doenças transmitidas pelo mosquito, a palavra é prevenção. E a Confederação Nacional de Municípios (CNM) orienta os gestores municipais para esse enfrentamento.


O presidente da entidade, Paulo Ziulkoski, recomenda ações educativas, de conscientização e de combate aos focos de acúmulo de água, com envolvimento dos órgãos públicos, das entidades privadas e da comunidade. Os técnicos da área técnica da Saúde da Confederação destacam que o controle da dengue, assim como o de outras doenças de caráter epidêmico, exige um esforço de todos, inclusive dos profissionais de saúde, dos gestores e da população. E a Atenção Primária à Saúde (APS) é essencial para esse enfrentamento.


Até julho passado, só a dengue, matou mais de 4,2 mil pessoas e foram mais de 6,2 milhões de casos prováveis. Outro agravante é que o mosquito também transmite zika, chikungunya, febre amarela e febre oropouche (FO), associada à malformação fetal. Diante disso, a CNM reforça a necessidade de uma comunicação clara e acessível para informar a população, constantemente, sobre os riscos das doenças e as medidas preventivas. A dica nesse aspecto é contar com o apoio dos canais locais, como rádios comunitárias, redes sociais, parceiros e a imprensa.


Os especialistas da entidade orientam ainda os gestores municipais a intensificar as ações de vigilância ambiental para reduzir a infestação do vetor (Aedes aegypti); e manter as medidas de vigilância epidemiológica, com o registro de todos os casos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e o manejo clínico precoce dos casos suspeitos. É fundamental sinalizar também a necessidade de recursos humanos e financeiros extras para lidar com o cenário atípico no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS). 


Como fazer?

A CNM aponta quais caminhos podem ser seguidos para que todos os Municípios entrem na guerra contra o Aedes Aegypti. De imediato, os gestores podem promover ações conjuntas e articuladas, para evitar e eliminar os criadouros de mosquitos que transmitem doenças, envolvendo áreas de atuação do poder público municipal – educação, infraestrutura, assistência social, meio ambiente, limpeza urbana, finanças e saúde. A atuação efetiva de controle de vetores também pode contar com as seguintes medidas:

     1. promover ações educativas na comunidade;     2. eliminar focos de água parada;     3. descartar corretamente resíduos;      4. manter caixas d’água limpas e tampadas;     5. aplicar larvicida e inseticida;     6. examinar minuciosamente calhas e telhados evitando água parada;     7. colocar areia nos pratos de vasos de plantas;     8. guardar garrafas vazias com a boca para baixo;     9. realizar mutirões para limpeza de terrenos; e    10. providenciar a limpeza de bueiros, córregos e outros locais que podem ser encontrados acúmulo de água parada. 


A vacina da dengue ainda não está disponível em todos os Municípios e as ações de controle do Aedes aegypti devem ser sempre reforçadas para evitar o aumento de casos das outras doenças transmitidas por este mosquito. “A prevenção é a nossa melhor arma.


No entanto, para que essa prevenção seja efetiva, é imprescindível que o Ministério da Saúde intensifique os investimentos destinados às ações de combate ao vetor nos Municípios”, frisa Ziulkoski. Contudo, convida os gestores a se unirem nesse enfrentamento.


Foto: Gov. GO/ Marco Monteiro

 
 
 

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Brito

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