top of page
Buscar

Polícia Civil mira suposto esquema de “rachadinha” na Alepe

Brito
16 de abr.
2 min de leitura

Foto: Júlio Gomes/LeiaJá


A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), uma operação para investigar um suposto esquema de “rachadinha” envolvendo um gabinete parlamentar na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).


De acordo com as investigações, iniciadas em dezembro de 2023, o esquema teria ocorrido entre os anos de 2015 e 2019 e envolvia o desvio de recursos públicos por meio da nomeação de assessores que não exerciam, de fato, suas funções. Esses servidores, segundo a apuração, eram obrigados a repassar grande parte dos salários para integrantes da organização.


Em entrevista à imprensa, o delegado Juliano de Medeiros Ferronato explicou que o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas entre lideranças políticas, operadores financeiros e executores.


“O peculato-desvio ocorria com a nomeação de assessores que não prestavam serviço e tinham que devolver quase a totalidade dos salários. Também identificamos casos de concussão, quando havia exigência desses repasses, além da atuação de uma organização criminosa”, afirmou.


Segundo o delegado, o núcleo investigado era composto por pelo menos oito pessoas, incluindo dois líderes políticos e operadores responsáveis pela arrecadação e distribuição dos valores. Um dos principais envolvidos seria um operador financeiro, que fazia a ligação entre os assessores e os responsáveis pelo esquema.


As investigações apontam que esse operador movimentou valores expressivos ao longo do período analisado, com cifras que variam entre R$ 200 mil e R$ 2 milhões. Parte do dinheiro era sacada em espécie pelos próprios assessores e entregue aos integrantes do grupo, enquanto outra parte era transferida por meio de contas de terceiros, numa tentativa de dificultar o rastreamento.


Os salários dos servidores envolvidos variavam entre R$ 6 mil e R$ 18 mil, mas, conforme a apuração, os assessores ficavam com cerca de R$ 300, repassando o restante ao esquema. Ainda de acordo com a Polícia Civil, esses funcionários também podem responder criminalmente por participação no desvio.


Durante a operação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão domiciliar, além da determinação judicial de indisponibilidade de bens dos investigados. Ao todo, cerca de 60 policiais civis participaram da ação.


Entre os materiais apreendidos estão celulares, documentos, dinheiro em espécie, moeda estrangeira e barras de prata. Em um dos alvos, a polícia encontrou dificuldades para acessar o imóvel devido à existência de uma porta blindada, sendo necessário o uso de meios para forçar a entrada.


O valor apreendido em moeda estrangeira foi estimado entre R$ 110 mil e R$ 120 mil, enquanto as barras de prata também possuem valor significativo de mercado. Os documentos recolhidos devem auxiliar na apuração de possíveis práticas de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro.


Segundo a Polícia Civil, o prejuízo mínimo identificado aos cofres públicos ultrapassa R$ 2,7 milhões. A investigação segue em andamento para esclarecer completamente o caso e identificar todos os envolvidos.


Quer fazer alguma denúncia? Sugerir uma matéria ou até mandar críticas e elogios? Fala com a gente no WhatsApp. É só clicar aqui e mandar teu recado.


Fonte : LeiaJa.

 
 
 

Comentários


Brito

São Lourenço da Mata - PE

©2024 por Brito. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page