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Peso majoritário

Brito
22 de dez. de 2025
2 min de leitura

Mesmo com a reeleição mais que pacificada para a Assembleia Legislativa, o presidente da Casa Joaquim Nabuco, deputado Álvaro Porto (PSDB), começa a desenhar um espaço na chapa majoritária da Frente Popular pelo somatório de ativos que vem acumulando com o passar do tempo.


Primeiro, preside o parlamento com um grupo bom de deputados que o seguem; depois, tem partido para chamar de seu; mostrou força pela relação com as outras lideranças do bloco, vide a presença em massa em sua confraternização no último final de semana. Além de ser o principal antagonista ao governo, deixando João Campos nadar de braçada sem precisar tocar em nada.


Porto traz, ainda, uma força política do Agreste, região de onde Raquel é oriunda, e teria votos de sobra de estadual pra fazer gestos com a base que João Campos precisar. Em suma, Álvaro não pode ser descartado na chapa majoritária. Ainda traria os cabelos brancos da experiência de ex-prefeito, deputado e presidente da Assembleia.


FILIAÇÃO - A governadora Raquel Lyra e o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, filiam, hoje, à legenda, os prefeitos Diego Cabral (Camaragibe) e Mano Medeiros (Jaboatão dos Guararapes). Há, ainda, expectativa da filiações de outros gestores e adesões de dois vereadores do Recife ao projeto da governadora.


AUSÊNCIA JUSTIFICADA - O senador Humberto Costa foi o único eventual senador na chapa de João Campos que levou falta na confraternização de Álvaro Porto. Costa, que é presidente do Parlasul, estava em Foz do Iguaçu, ao lado do presidente Lula, na passagem do comando da presidência do Mercosul. Lula fez questão de tê-lo ao lado o tempo todo na agenda.


FRASE DO DIA: “Nosso conjunto político terá candidatura ao Governo de Pernambuco e será vitoriosa”, disse João Campos no Ponto de Encontro.


RÁPIDAS


ESCONDENDO O JOGO - Em nenhum momento, o prefeito João Campos se coloca como candidato a governador. Fala em momento certo e sinaliza que só vai falar sobre isso perto do prazo de desincompatibilização, em abril, quando terá que renunciar ao mandato.


COMPAROU - Ao avaliar o governo Raquel Lyra, João Campos criticou a falta de entregas, a gestão da saúde, colocou em xeque os números da segurança e evitou elogiar a concessão da Compesa. No final, João compara o governo atual com os anos de Eduardo Campos, seu pai.


CONTAS INTERNAS - O clima nos bastidores da Frente Popular é de que a federação União Progressista ficará com João Campos, seja com Miguel Coelho, seja Eduardo da Fonte disputando o Senado. Nessa situação, Marília Arraes e Silvio Costa Filho estariam de fora.


PINGA-FOGO: Álvaro Porto toparia ser o vice de João Campos?


Fonte: Blog do Elielson.

 
 
 

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Brito

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