Operação mira fraude em licitações em São José da Coroa Grande

Na manhã desta quarta-feira (5), foi deflagrada a operação Lupa Capitolina, que mira uma esquema de fraude nas licitações da cidade de São José da Coroa Grande, no Litoral Sul de Pernambuco, entre 2018 e 2022. O prejuízo aos cofres públicos é estimado, até agora, em R$ 2,4 milhões.
A ação integrada com as Polícias Civil e Militar, a Promotoria de Justiça de São José da Coroa Grande e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Pernambuco (Gaeco/MPPE), cumpre, nesta manhã, oito mandados de busca e apreensão nas cidades de São José da Coroa Grande e Barreiros.
As diligências resultaram na apreensão de dispositivos eletrônicos, documentos, dentre outros itens de interesse das investigações. O trabalho de campo envolve 8 Promotores de Justiça, 17 servidores do MPPE, 20 policiais civis e 12 policiais militares.
Conluio entre empresas
Durante a investigação, o Ministério Público constatou fortes indícios de conluio entre empresas controladas por um grupo econômico para frustrar o caráter competitivo das licitações e desviar recursos públicos do município de São José da Coroa Grande.
O prejuízo causado ao erário é estimado até o momento em R$ 2.451.464,35 (Dois milhões, quatrocentos e cinquenta e um mil, quatrocentos e sessenta e quatro reais e trinta e cinco centavos). Os crimes investigados ocorreram entre os anos de 2018 e 2022.

Laranjas e servidores
Segundo o Coordenador do Gaeco/MPPE, Promotor de Justiça Roberto Brayner, o esquema envolve a participação de empresas de fachada, laranjas e possivelmente servidores públicos.
“As empresas investigadas foram beneficiadas em diversos contratos com o município, principalmente na área de serviços de manutenção e de iluminação pública”, detalhou.
O objetivo das diligências é reunir provas para comprovar a autoria, materialidade e extensão dos ilícitos praticados.
Fonte: Leiajá.



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