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O tempo de Lula

Brito
1 de mar.
3 min de leitura

Por Lucas Arruda


A curta vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Lula (PT) no segundo turno, medida pela Paraná Pesquisas, precisa ser vista com atenção – o que não significa alarde. O senador é um candidato forte e não perde tempo. Define com pressa os nomes que podem lhe ajudar em cada estado.


Do outro lado da balança, está o presidente. Perceba, esta coluna não é sobre a idade de Lula, ou ainda, sobre seu tempo na política. Falo sobre o ritmo adotado quanto à eleição. Com um começo de ano atribulado, da catástrofe na Sapucaí até as polêmicas envolvendo Lulinha na CPMI do INSS, Lula age com cautela.


A condução dos nomes de Fernando Haddad (PT) para o governo de São Paulo e de Rodrigo Pacheco (PSD) para Minas Gerais são exemplos disso. Pernambuco até pode entrar nessa conta, deixo a seu critério, leitor (a).Questionado pela Coluna, o cientista político Alex Ribeiro observou que “excesso de cautela pode transmitir impressão de indefinição”. Porém, a fragmentação dos partidos impõe negociações complexas – e decisões precipitadas nos estados podem comprometer composições futuras. Pense na federação entre PP e União Brasil. Um desafio!


A Coluna também ouviu o cientista político Alan Cavalcanti, que lembrou o quanto as questões aqui colocadas influenciam negativamente, a curto prazo, a opinião pública sobre Lula, “amarrando a proatividade da política eleitoral”. Ainda assim, é um presidente que tenta a quarta vitória nas urnas. Isso jamais pode ser desconsiderado.


Com muito chão pela frente até outubro, hoje Lula e Flávio adotam estratégias diferentes, é fato. Cada um a seu tempo e sua expertise. Mas o centro da questão é que estamos distantes de qualquer favoritismo por causa disso.


INEGOCIÁVEL – Ambos os lados da federação PSOL-REDE tratam como positiva e produtiva a reunião com a direção nacional e estadual dos partidos. Um primeiro passo depois do que pareceu ser um descompasso. À Coluna, Ivan Moraes destacou que “o bom diálogo está colocado” e que o objetivo é construir uma chapa competitiva e um programa de vanguarda. Na prática, o PSOL tem maioria na federação e deixa isso claro. O partido trata a candidatura de Ivan ao governo de Pernambuco como inegociável.


PRAZO – Também procurado pela Coluna, o reitor da UFPE e pré-candidato pela REDE,

Alfredo Gomes, disse que “o diálogo está devidamente estabelecido” e que se seguirá trabalhando pelas candidaturas majoritárias e proporcionais. Alfredo ainda lembrou que há um cronograma a ser cumprido. É verdade. A renovação da própria federação PSOL/REDE ocorre em maio, com perspectiva de aprovação. No entanto, o tempo urge. Para estar nas urnas em outubro, o reitor deve se afastar do cargo até 4 de abril.


FRASE DO DIA: “Marília reúne credenciais e pode contribuir muito numa chapa majoritária forte e competitiva”, disse Álvaro Porto sobre uma das vagas ao Senado na chapa de João Campos


RÁPIDAS


NOMEAÇÃO – A nomeação de 315 policiais penais aprovados em concurso é importante para Raquel Lyra (PSD). Nos últimos anos, a categoria fez sua demanda de forma contundente – com todo direito. Novos concursos estão previstos para 2026.


CHUVA – Apesar do alívio para agricultores e produtores do Agreste e Sertão, as chuvas também trouxeram danos significativos para muitas cidades. Em Petrolina, Simão Durando (UB) retomou o gabinete de monitoramento emergencial da Defesa Civil.


BOLA FORA – O adiamento do julgamento, pelo STF, sobre a suspensão dos penduricalhos no serviço público.


BOLA DENTRO – A instituição do Dia Estadual da Cultura Popular em Pernambuco, proposta pelo deputado João Paulo (PT), no Calendário Oficial de Eventos e Datas Comemorativas.


PINGA-FOGO: Lula colocou Haddad na fogueira mais uma vez?


Fonte : Blog do Elielson.

 
 
 

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