O Supremo diante do espelho

O Supremo Tribunal Federal chega ao julgamento desta terça-feira (15) com sua própria credibilidade em jogo. A possível abertura de investigação contra Alexandre de Moraes, a partir de elementos da Polícia Federal envolvendo Daniel Vorcaro, coloca a Corte diante de uma cobrança por transparência. A sessão decidirá sobre a investigação das suspeitas, sem representar uma condenação do ministro.
No centro da crise, Edson Fachin chamou para si a responsabilidade de conduzir uma resposta institucional. Retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news, suspendeu decisões conflitantes sobre o comando da Polícia Federal e convocou o plenário. O movimento sinaliza uma tentativa de recuperar a autoridade da presidência diante do confronto entre integrantes do tribunal.
O desafio de Fachin será fazer a decisão resistir à desconfiança pública. Em plena campanha eleitoral, qualquer sinal de proteção corporativa tende a alimentar os ataques ao Supremo. A Corte precisa assegurar o direito de defesa e demonstrar que consegue examinar suspeitas envolvendo seus próprios membros com o rigor que exige dos demais.
LULA, AINDA NÃO – Como a coluna antecipou, o presidente Lula não virá ao Recife nesta semana, ao contrário do que divulgaram diversos veículos. Há apenas uma data prevista para uma agenda no Nordeste, em 25 de setembro, e Pernambuco ainda não está incluído no roteiro.
ERRO ESTRATÉGICO – Por sua vez, Flávio Bolsonaro confirmou agenda no Recife nesta quarta-feira. Chamou atenção, porém, o cancelamento da visita prevista a Santa Cruz do Capibaribe. Um erro estratégico da campanha do presidenciável ao deixar de fora o principal reduto bolsonarista de Pernambuco.
FRASE DO DIA: “Nulo e imprestável”, escreveu o ministro Alexandre de Moraes, em ofício enviado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).
RÁPIDAS
QUEDA… – A vinda de Lula a Pernambuco expõe uma queda de braço no Planalto. A ala mais partidária, comandada pelo presidente nacional do PT, Edinho Silca, sofre pressão para viabilizar a presença do presidente em sua terra natal e reforçar a campanha do principal aliado, João Campos, presidente nacional do PSB.
… DE BRAÇO – Outra ala prefere mirar o segundo turno presidencial e preservar o apoio de todos os palanques, incluindo a governadora Raquel Lyra (PSD). Para isso, a ausência no primeiro turno seria fundamental.
PINGA-FOGO: Como o Supremo vai sair dessa crise?
Fonte : Blog do Elielson.



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