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O preço do veto

  • Brito
  • há 5 dias
  • 3 min de leitura

Por Guilherme Camilo


O veto integral de Lula ao PL da dosimetria escancara, logo no início de 2026, um cabo de guerra declarado entre Executivo e Legislativo. O gesto foi político, calculado e simbólico, visto que o anúncio da decisão no 8 de janeiro, data marcada pelos ataques às instituições, tem claro teor inflamatório e reforça a narrativa do “sem anistia”.Ao mesmo tempo em que fala diretamente a uma parcela da sociedade que condena os atos golpistas, Lula tensiona ainda mais uma relação já desgastada com o Congresso, que vinha se deteriorando desde o fim do ano passado. O veto virou instrumento de disputa política, não apenas de interpretação jurídica, e desloca o debate para o campo da mobilização social contra o Parlamento, e isso foi visto nas ruas nesta quinta-feira.


O risco é evidente. Em ano eleitoral, quando alianças são decisivas para qualquer projeto de reeleição ou sustentação política, Lula aposta no confronto aberto, volta a pressionar deputados e senadores por meio da sociedade civil e do discurso do “nós contra eles”. Pode ganhar aplausos nas ruas e nas redes, mas arrisca perder pontes no Congresso, onde a maioria já se mostra disposta a derrubar o veto.


O ano de 2026 começa com os poderes em rota de colisão, e a estratégia do Planalto será menos de conciliação e mais de enfrentamento e que pode cobrar um preço alto na governabilidade, sendo este o último ano ou não de sua terceira gestão.


NÃO CURTIU NADA – O relator do PL da Dosimetria, deputado Paulinho da Força, não gostou nada da atitude de Lula ao vetar o projeto que previa a redução das penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro. O parlamentar afirma que o presidente tensiona o acordo entre o Planalto e o Congresso, ao tomar a decisão do veto.


REDUZIR A PENA – A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao Supremo Tribunal Federal autorização para que ele participe do programa de remição de pena pela leitura, que permite reduzir quatro dias de pena por obra lida. No pedido, os advogados afirmam que Bolsonaro se compromete a realizar leituras periódicas e entregar, ao final de cada livro, relatórios escritos à punho.


MULHERES NO FOCO – O União Brasil Mulher Pernambuco promove nesta sexta-feira (9) o encontro “Mulheres que Constroem o Amanhã”, reunindo lideranças para debater o fortalecimento da participação feminina na política e na sociedade. O evento acontece às 13h, no Hotel Barramares, em Jaboatão, com presença de Juliana Chaparral e Miguel Coelho.


FRASE DO DIA: “Ela será sempre uma obra em construção, sujeita ao permanente assédio de velhos e novos candidatos a ditadores. Por isso, a democracia precisa ser zelada com carinho e defendida com unhas e dentes, dia após dia.”, disse o presidente Lula ao relembrar ataques no 8 de janeiro.


RÁPIDAS


NAS RUAS – Semelhante a atos em todo o Brasil, lideranças de esquerda promoveram, no Recife, nesta quinta-feira, um ato em defesa da democracia para lembrar dos ataques golpistas, ocorridas em Brasília em 8 de janeiro de 2023.


VAI SAIR – Após a saída de Ricardo Lewandowski da pasta da Justiça e Segurança Pública, outro nome importante que também deixará um dos ministérios é Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial. Ela deve concorrer à uma vaga na Câmara dos Deputados este ano.


LAZER NA ORLA – O prefeito João Campos participa nesta sexta-feira (9) da abertura do Recife Pé na Areia 2026, festival gratuito que ocupará a orla de Boa Viagem até 25 de janeiro, com mais de 170 horas de atividades


PINGA-FOGO: Pressão popular será suficiente para garantir que veto de Lula no PL da Dosimetria se mantenha?


Fonte: Blog do Elielson.

 
 
 

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