O efeito da prisão de Bolsonaro na política pernambucana

A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, no último sábado, causou uma verdadeira avalanche na direita em todo o país, incluindo entre os pernambucanos. Na prática, o bolsonarismo ganha um fôlego extra diante da dita “perseguição” do judiciário.
Na política, leia-se no PL, o clima fica ainda mais aflorado sem ouvir do próprio Bolsonaro o que ele deseja. Inclusive, uma reunião da nacional está marcada pra hoje. Valdemar da Costa Neto, presidente nacional da legenda, ganha um novo protagonismo.
Em Pernambuco, essa retirada de Bolsonaro da cena coloca o ex-ministro Gilson Machado Neto e seu grupo mais longe do PL. Mesmo dizendo em entrevista à CBN que quer Gilson no Senado, o silêncio da cela impede essa defesa da candidatura do aliado.
AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA - Em custódia pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que passou por uma espécie de "alucinação", provavelmente relacionada a medicamentos, e disse que não teve intenção de fugir. Ele continua preso preventivamente.
EMPODERAMENTO DE ANDERSON - Com Bolsonaro fora de cena, ganha força, em Pernambuco, o presidente estadual da legenda, Anderson Ferreira. Ele tem uma relação direta com Valdemar da Costa Neto.
FRASE DO DIA: “Isso não foi uma prisão. Foi um sequestro de um homem que não roubou, não cometeu qualquer crime”, reagiu o deputado estadual Coronel Feitosa à prisão de Bolsonaro.
RÁPIDAS
EFEITO DE CASA - Nesse processo todo de Bolsonaro, o que se destaca é a incapacidade política dos seus filhos. Hoje, eles atrapalham mais que ajudam o pai.
ATÉ NO DOMINGO - A governadora Raquel Lyra (PSD) está num ritmo de agenda pesado. Ela foi a Bom Jardim, no Agreste, autorizar recuperação de estrada e fazer entregas ao lado do prefeito Janjão.
PINGA-FOGO: Qual será a estratégia da direita para manter o bolsonarismo forte até a eleição?
Fonte: Blog do Elielson.



Comentários