O cara que tirou a SUDENE do marasmo

A provável saída de Danilo Cabral da presidência da Sudene representa não apenas uma mudança política, mas uma perda estratégica para Pernambuco e para todo o Nordeste.
Sob sua condução, a Superintendência voltou a ocupar um papel central no debate sobre o desenvolvimento regional, deixando de ser apenas uma instituição de papel passado para se transformar em protagonista de ações concretas.
Com Danilo à frente, a Sudene deu novos saltos. Articulou uma inédita parceria com o BID, voltada a reforçar os investimentos estruturantes no Nordeste. Atuou diretamente pelo retorno do serviço de trem de passageiros, conectando Petrolina, Salgueiro, Recife e Caruaru. Promoveu os seminários da Transnordestina, resultando na viabilização de R$ 4,8 bilhões em recursos para a ferrovia. Além disso, R$ 180 milhões foram direcionados a projetos de Energia Solar, Eólica e de Transmissão, fortalecendo a sustentabilidade energética da região.
Os números falam por si: mais de 170 projetos com incentivos fiscais aprovados, gerando mais de 46 mil empregos diretos e indiretos. Um legado robusto, que devolveu à Sudene o peso institucional que ela tanto carecia nas últimas décadas.
É o jogo político em curso, e há quem compreenda essa lógica. Mas não se pode ignorar que a retirada de um pernambucano do comando de uma das mais importantes instituições do país representa perda de prestígio político para o Estado. Danilo é um quadro reconhecido, com trajetória técnica e compromisso público. Sua saída, se confirmada, não é apenas uma substituição de nome. É o fim de um ciclo de valorização regional que colocou a Sudene de volta no centro das decisões nacionais. E, nesse cenário, Pernambuco perde. O Nordeste sente.
Fonte: Blog FALAPE.



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