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Moraes determina sigilo extremo no inquérito sobre golpe

Brito
23 de nov. de 2024
2 min de leitura

Por precaução, o ministro Alexandre de Moraes decidiu trabalhar desconectado da internet - (crédito: : Gustavo Moreno/STF)


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), adotou sigilo 4-5 no inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado, que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 36 pessoas.


O Correio apurou que, para garantir segurança absoluta, apenas um desembargador e um juiz que trabalham diretamente com Moraes têm acesso ao inquérito de 884 páginas. Também por precaução, o ministro decidiu trabalhar desconectado da internet e orientou que seus assessores façam o mesmo.


O relator deve remeter na segunda-feira à Procuradoria-Geral da República (PGR) o relatório final do inquérito. Nele, Bolsonaro e 24 militares são indiciados por golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. Há, ainda, o agravante de um grupo específico ter tramado o assassinato triplo — do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do próprio Moraes.


Para o ministro-relator, manter o sigilo absoluto sobre o inquérito permite que ele e seus assessores mais próximos consigam trabalhar de forma contínua e segura. Porém, anteriormente, Moraes levantou o sigilo do relatório final nas investigações de fraude dos cartões de vacina e dos desvios de joias sauditas e outros itens do acervo presidencial. Nos dois casos, Bolsonaro foi indiciado.


O relatório final do inquérito chegando às mãos do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ele decidirá o que fazer. Pode apresentar denúncia imediatamente, solicitar mais diligências — mais investigações — ou arquivar. Para quem acompanha o caso, a tendência é de ele apresentar denúncia ou pedir mais apuração. A pessoas mais próximas, avisou que os casos do golpe, vacinas, joias são conexos — ou seja — devem ser tratados conjuntamente.


Já está com Gonet um material robusto de inquéritos sobre vacinas e joias do acervo presidencial. O inquérito do golpe engloba ainda um complexo plano que poria fim ao Estado Democrático, executaria políticos de peso, imporia milícias digitais e uma série de outras ações em 2022 — período pré e pós-eleitoral. A perspectiva é que o desenrolar do caso, como uma possível denúncia, fique para os primeiros meses de 2025.


Fonte: Correio Braziliense.

 

 
 
 

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