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Mais dois tetos de hospitais caem e confirmam maquiagem de Raquel

Brito
8 de jun.
5 min de leitura

As duas novas quedas de parte do teto registradas ontem — uma no Hospital da Restauração, a terceira em pouco mais de um mês, e outra na Pediatria do Hospital Getúlio Vargas — reforçam um cenário que já se transformou em símbolo da crise da saúde pública em Pernambuco. A maior emergência do Norte e Nordeste volta a ser palco de um episódio que ultrapassa o problema estrutural e revela um modelo de gestão marcado pela redução de investimentos, diminuição de leitos e incapacidade de enfrentar os problemas reais da rede estadual.


O caso do Hospital da Restauração está longe de ser isolado. Nos últimos dias, o Hospital Agamenon Magalhães registrou dois desabamentos de teto em um intervalo de apenas uma semana. Já a UTI Pediátrica do Hospital Barão de Lucena também sofreu recentemente com a queda de parte da estrutura. A repetição dos episódios em diferentes unidades evidencia que não se trata de um acidente pontual, mas de um problema sistêmico que atinge hospitais estratégicos da rede estadual.


O mais grave é que os desabamentos acontecem em meio a um contexto de superlotação crônica, corredores cheios, pacientes aguardando atendimento por horas e profissionais trabalhando sob condições cada vez mais precárias.


A situação é consequência direta de uma política que reduziu recursos para a saúde e promoveu o fechamento de leitos justamente quando a demanda por atendimento cresce em todo o estado. Enquanto a rede enfrenta dificuldades estruturais cada vez mais visíveis, o Governo Raquel Lyra tem apostado em intervenções que muitos classificam como obras de fachada.


A pintura externa do Hospital da Restauração se tornou um dos principais exemplos dessa estratégia. O mesmo ocorre agora com intervenções na fachada do Hospital Agamenon Magalhães. O problema é que a tinta nova nas paredes não resolve infiltrações, não recupera estruturas comprometidas, não cria leitos e tampouco melhora a qualidade da assistência prestada à população.


A deterioração das unidades também se manifesta de outras formas. Documentos da própria Secretaria Estadual de Saúde já registraram a presença de ratos, escorpiões e outras pragas em hospitais da rede. São relatos que ajudam a compor um quadro preocupante de abandono, incompatível com a importância das unidades para milhões de pernambucanos que dependem exclusivamente do SUS.


Ao mesmo tempo, Pernambuco assistiu ao fechamento de três hospitais e à redução da oferta de leitos durante a atual gestão. Em vez de ampliar a capacidade da rede para enfrentar a crescente demanda, o Estado passou a operar com menos estruturas disponíveis, contribuindo para o agravamento da superlotação e da sobrecarga dos serviços.


A sequência de quedas de teto, a presença de pragas, a redução de leitos, o fechamento de unidades e a superlotação dos hospitais formam um conjunto de evidências que apontam para uma mesma direção: a saúde pública estadual vive uma crise que não pode mais ser escondida por ações de marketing ou reformas superficiais.


O que desaba nos hospitais pernambucanos não é apenas concreto. É a narrativa de que a saúde estaria avançando sob a gestão Raquel Lyra, enquanto pacientes e profissionais convivem diariamente com os sinais de um sistema cada vez mais fragilizado.


SEMANA DECISIVA – A partir de hoje, as atenções em Brasília se voltam para o desfecho das negociações do banqueiro Daniel Vorcaro para sua delação premiada sobre um dos maiores escândalos dos últimos anos no País envolvendo o sistema financeiro nacional. A primeira proposta dele não foi aceita por falta de informações substanciosas, mas a segunda proposta foi entregue na segunda-feira passada. Desde então, está sendo ajustada mais de uma vez a pedido da PF e PGR.


Túlio, o manda-chuva – Depois das declarações de Túlio Gadelha, afirmando que a chapa de Raquel para o Senado já está fechada com ele o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, a pergunta que mais se ouve nos bastidores é se a governadora perdeu as rédeas na montagem do seu palanque. Se os dois nomes vierem a se confirmar, Gadelha passou a ter um super poder na coligação governista. Consequentemente, a governadora perdeu a sua autonomia no xadrez político.


Haja dinheiro: 40 bilhões a devolver – Os principais pontos indicados sobre o que ele tem a dizer ou oferecer na delação incluem a análise que tem uma “imensidão de nomes” para oferecer, incluindo políticos, congressistas e lideranças religiosas envolvidas no esquema investigado. A proposta prevê a devolução de R$ 40 bilhões aos cofres públicos, parcelados ao longo de 10 anos. Além de fraudes financeiras, as investigações abrangem planejamento de agressões físicas e outros atos violentos.


De quem é o pix? – O Palácio do Planalto recuperou o lema “O Pix é nosso”, lançado no ano passado após o início da apuração dos Estados Unidos e em meio aos desdobramentos do primeiro tarifaço. A estratégia também serviu para alfinetar Flávio Bolsonaro, acusado por governistas como o culpado pela reação americana, após um encontro com Donald Trump na semana que antecedeu a crise. O senador negou ter envolvimento com a medida e apostou na criação de um slogan próprio: “O Pix é do Brasil e do Bolsonaro”.


Enfim, contrapeso aos menudos – A velha guarda do PSB, oriunda do arraesismo histórico, começou a dar pitacos na campanha do pré-candidato a governador, João Campos. Um encontro com ele atraiu muita gente que trabalhou com Arraes e Eduardo, experientes em eleições bem-sucedidas e que antes eram uma mera aventura, como a vitória de Eduardo Campos em 2006. Finalmente, João se convenceu da importância desse grupo e que, embora os menudos tenham o sangue novo para a guerra, as grandes ideias e estratégias saem pelos cabelos brancos.


CURTAS


VISÃO DE CIRO 1 – Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao Governo do Ceará pelo PSDB, disse, ontem, que a decisão dos EUA de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas poderá ter consequências para empresas e pessoas que colaborem com as facções criminosas.


VISÃO DE CIRO 2 – Também declarou que a medida adotada pelos EUA não deve alterar as investigações policiais contra os grupos criminosos, mas empresas ou indivíduos que colaborarem com o crime organizado poderão ser alvo das sanções dos norte-americanos, tendo restrições para fazer negócios internacionais.


FORRÓ – Mais de 30 prefeitos, entre eles o anfitrião Zeca Cavalcanti (Podemos), já confirmaram presença no Forró do Magno em Arcoverde no próximo sábado, a partir de meio-dia com a Super Oara, Silvério Pessoa e Paulinho Leite, em comemoração aos 20 anos do blog. Também vários ex-prefeitos, deputados e vereadores. Senhas e mesas ainda podem ser adquiridos pelo contato 87. 98824-0969, através de Tayse Lira.


Perguntar não ofende: A queda sucessiva de tetos em hospitais reformados confirma a maquiagem de Raquel na saúde?


Fonte: Blog do Magno Martins.

 
 
 

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