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Lula pode dar o impulso final à campanha de João

Brito
há 2 horas
5 min de leitura

A vinda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Pernambuco hoje, para reforçar publicamente seu apoio a João Campos, pode representar um novo momento na disputa pelo Governo do Estado. Na reta final da eleição, a presença do petista ao lado do candidato do PSB tende a ampliar a visibilidade da campanha e a colocar no centro do debate a associação política entre o presidente e João.


O movimento ocorre em um cenário de aproximação nas pesquisas. No Datafolha divulgado ontem, Raquel aparece com 48% e João Campos com 44% no primeiro turno, uma diferença de quatro pontos dentro da margem de erro de três pontos.


No levantamento anterior do instituto, realizado no início de setembro, a vantagem era de cinco pontos: 47% a 42%.


A pesquisa Quaest, divulgada na quarta, no dia anterior, também registrou avanço de João, de 37% para 39%, enquanto Raquel oscilou de 43% para 41%. Entre as mulheres, a mudança foi mais acentuada: João passou de 39% para 43%, enquanto Raquel caiu de 38% para 34%.


O levantamento foi realizado durante o período de repercussão da declaração da governadora sobre laqueadura sem o conhecimento da paciente. O próprio instituto ressalvou que os números não permitem concluir que a mudança tenha sido causada exclusivamente pelo episódio.


É nesse ambiente de disputa mais apertada que uma participação de Lula pode ganhar peso. O presidente já declarou apoio a João, mas uma presença física em Pernambuco teria outro alcance político e midiático, especialmente por reforçar uma mensagem que a campanha do candidato vem explorando: a possibilidade de uma convergência entre o governo federal e um eventual governo estadual do PSB.


A CNN já havia relatado que uma agenda de Lula em Pernambuco era considerada estratégica pela campanha de João na reta final.


O episódio da laqueadura acrescentou uma variável nova à campanha, sobretudo no eleitorado feminino.


A repercussão da fala levou Raquel a pedir desculpas e passou a ser explorada politicamente por seus adversários. Ao mesmo tempo, o Datafolha mostra que a governadora preserva um patamar elevado de apoio e que a disputa continua aberta, o que recomenda cautela ao interpretar qualquer oscilação como uma tendência definitiva.

Assim, a chegada de Lula pode funcionar como mais um elemento de uma disputa que vem se tornando progressivamente mais acirrada. Para João, a combinação entre a redução da diferença nas pesquisas, a repercussão do episódio envolvendo a governadora e a possibilidade de uma demonstração pública de força política ao lado do presidente cria um novo capítulo para a reta final.


O impacto efetivo dessa movimentação, porém, dependerá de como os eleitores incorporarão esses acontecimentos até a votação.


SENADO INALTERADO – Faltando dez dias para as eleições, a corrida para o Senado em Pernambuco segue sem alterações. Tanto a Quaest, na quarta, quanto o Datafolha de ontem revelam que Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) se mantêm firmes na liderança desde o primeiro levantamento ainda na fase pré-eleitoral. Ambos têm uma forte identificação com o presidente Lula, que participa de uma grande caminhada hoje no Recife Antigo. E a presença do petista fortalece ainda mais a campanha deles para a chamada Casa Alta.


Federal acionada pelo PSB – Em representação encaminhada à Polícia Federal, a Frente Popular pede ampla investigação de mensagens enviadas de forma padronizada e robotizada pelo aplicativo WhatsApp com acusações, ataques à honra e notícias inverídicas sobre a relação entre João Campos (PSB) e o presidente Lula (PT). Pede para rastrear a origem das mensagens, quantificar os destinatários atingidos e identificar eventuais financiadores, produtores ou operadores da estrutura. A coligação de João solicitou também a preservação de provas digitais junto aos provedores para viabilizar as responsabilizações dos envolvidos nas esferas cível, eleitoral e criminal.


Declaração criminosa – Em sabatina, ontem, na Rádio Maranata, João Campos citou a Bíblia ao questionar a postura de Raquel num vídeo sugerindo laqueadura sem a paciente saber. João classificou a declaração como “criminosa” e contrária aos princípios cristãos. “Isso afronta o direito do cidadão, a liberdade da mulher e vai contra o que a gente aprende do ponto de vista cristão”, disse, citando o livro de Gênesis. “Faço uma política larga, como aprendi com meu pai. Na vida, como a própria Bíblia diz, na Palavra de Deus, a gente tem que honrar pai e mãe. Eu aprendi a ser gente com meu pai e com minha mãe. E aprendi a fazer política com meu pai. Meu pai era um cara largo, era um cara que não fazia conta pequena, não fazia atos pequenos de perseguição, de ódio, nada disso. Ele gostava de reunir as pessoas”, acrescentou.


Empate também na corrida presidencial – A nova rodada da Pesquisa Datafolha divulgada ontem mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) alcança 36% na disputa do primeiro turno. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos. Na pesquisa anterior, do dia 17 de setembro, Lula tinha 39% e Flávio, 36%. Augusto Cury (Avante) aparece com 5%, Ronaldo Caiado (PSD), 4%, Renan Santos (Missão), 3%. Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) têm 1% cada. Os demais candidatos não pontuaram. Brancos, nulos e os que afirmaram que não vão votar em nenhum dos candidatos somam 5% e 2% ainda estão indecisos.


O trapalhão Túlio – O candidato ao Senado Túlio Gadêlha (Rede) é, verdadeiramente, um papangu. Confirmou que estará ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no ato político de hoje, no Recife. Em um vídeo postado em sua rede social, o parlamentar também reforçou o apoio à governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD). “Túlio estará ao lado do time LuQuel, grupo formado por eleitores e apoiadores da governadora Raquel Lyra que também defendem a reeleição do presidente Lula. Ele acompanhará o percurso da caminhada, reforçando a articulação política em torno da parceria entre Lula e Raquel”, diz a mensagem dele. Está disposto a ser vaiado em todo o percurso da caminhada.


CURTAS


PORTA 1 – Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) veem a operação realizada contra o desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), como uma “porta de entrada” para a coleta de informações sobre Kassio Nunes Marques. Alvo de uma ação de busca em seu gabinete por ordem do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ramos é identificado no celular de Daniel Vorcaro como integrante da “Turma KN”, em referência a Nunes Marques.


PORTA 2 – No início da semana, integrantes do Supremo já aguardavam que alguma medida fosse tomada em relação ao desembargador para aprofundar os fatos citados nas mensagens do celular de Vorcaro. Além do procedimento de busca determinado pelo corregedor nacional do CNJ, Benedito Gonçalves, revelado pela colunista Malu Gaspar, os magistrados acreditam que outro processo de investigação pode ser aberto pelo corregedor-geral da Justiça Federal, ministro Mauro Campbell, que tem competência sobre toda a Justiça Federal.


“AMIGOS” – O então chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e Walfrido Warde, advogado de Daniel Vorcaro, trataram da situação do Banco Master em um grupo de WhatsApp chamado “Amigos”. Em conversas analisadas pela Polícia Federal, Warde pediu a Marcola que avisasse Lula de que o Banco Central estava supostamente “embarreirando” as negociações para a venda do Master ao BRB, banco público de Brasília. “Avisarei aqui. Dou notícias”, respondeu o então chefe de gabinete de Lula.


Perguntar não ofende: O Big Data de hoje já traz o impacto do escândalo da laqueadura?


Fonte : Blog do Magno Martins.

 
 
 

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Brito

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