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Em discurso no Recife, Augusto Cury defende mudanças no STF, o fim da reeleição e da polarização política

Brito
há 1 dia
3 min de leitura

Augusto Cury (Avante). Foto: Rachel Andrade/LeiaJá


O candidato à presidência da República Augusto Cury (Avante), participou, nesta sexta-feira (25), de um bate papo com eleitores e apoiadores, no Recife. O encontro aconteceu no comitê dos candidatos a deputados federal e estadual, Waldemar e Sebastião Oliveira, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul. Cury chegou ao local do evento acompanhado de Luís Tibé, presidente nacional do partido.


Apesar do espaço largo e ventilado para receber o público, o evento foi esvaziado, possivelmente por um somatório de fatores, incluindo a chuva que afetou a capital desde a madrugada, além da visita do candidato pelo PT, o presidente Lula, que realizou uma caminhada no centro da cidade no mesmo horário. O candidato ao Senado, Túlio Gadelha (PSD), por exemplo, mesmo fazendo parte da chapa com o Avante, foi participar da agente com o petista, por quem declarou voto abertamente desde o início da campanha. Ainda por cima, o evento atrasou mais de duas horas para começar, devido a questões técnicas envolvendo o voo do candidato.


Cury aborda diversos temas

Em seu discurso de cerca de 20 minutos de duração, Cury discorreu sobre diversos assuntos pertinentes à sua possível presidência, caso eleito. Um dos pontos defendido é o fim da reeleição. “Os primeiros 100 dias de governo têm que passar por uma revolução. Nós provocaremos no Congresso para, de fato, por um fim na reeleição, porque ela afeta, com a corrupção e com a autoperpetuação do poder, o Executivo”, disse.


Ele também defendeu o fim da permanência vitalícia de ministros no Supremo Tribunal Federal (STF). Sua proposta é que o tempo de um magistrado na suprema corte seja equivalente a de um senador, de oito anos, sem possibilidade de retorno á cadeira. “Nós temos que dar um choque de lucidez no Congresso para terminar a vitaliciedade dos ministros do Supremo Tribunal Federal. O STF, como guardião da sociedade, deveria ser tão discreto quanto os alicerces deste prédio. Você não vê, você sabe os nomes dos pilares, os nomes dos ministros, você só nota quando algo errado está ocorrendo na sociedade brasileira”, disparou.


Contra a polarização

Outra pauta amplamente defendida pelo candidato é o combate à polarização política no Brasil. Para Cury, não deveria existir lados extremos e opostos, mas sim um único povo, que pensa e age de maneira igualitária. “No fundo, não há dois barcos, não há duas famílias. Mentiram para nós, que há família da direita e família da esquerda. Só há uma família, a família brasileira”, afirmou.


Divisão no BNDES

As metas de Cury são ousadas, inclusive as que dizem respeito ao desenvolvimento e à economia. Uma de suas ideias para a área, por exemplo, é dividir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em duas esferas de atuação: uma voltada para as grandes empresas e outra para as micro e pequenas empresas. O objetivo é financiar de 10 a 15 milhões de microempresas pelos próximos dez anos “para preparar o Brasil para a avalanche, para o tsunami da inteligência artificial e da robótica para termos milhões de microempresas que crescem no seio das famílias, e que nutrem e que produzem para gerar riqueza para esse país continental”.


Pacificação

Um dos objetivos de Cury em sua campanha é alcançar a pacificação, acabando com movimentos pessoalistas na política, como o lulismo e o bolsonarismo. Em seu discurso, ele citou que a Alemanha, na década de 1930, período da ascensão do nazismo no país, foi a época em que houve o maior número de cientistas com prêmios Nobel. A fala polêmica destoa do tom democrático que o médico escritor tenta construir dentro da política.


“Se nós não pacificarmos o Brasil, a cultura do ódio vai prevalecer. Infelizmente, os dois que, segundo as pesquisas, tão na frente, ainda que não tenham uma intenção intenção deliberada, se alimentam do ódio. Porque o ódio dá mais like, o ódio gera mais ‘istas’:


bolsonaristas, lulistas. E quando você é ‘ista’, você suspende a sua capacidade de criticar seu líder e o toma como ser Deus, e você deixa de valorizar o Deus eterno e valoriza homens, que são saturados de defeitos”, destacou.


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Fonte : LeiaJa.

 
 
 

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