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Imersão em financiamento do SUS é tema de debate na XXVI Marcha a Brasília

Brito
20 de mai. de 2025
2 min de leitura

Na Arena 2 da XXVI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, realizada nesta segunda-feira, 19 de maio, das 14h às 18h, o tema debatido foi “Imersão em financiamento do SUS: mudanças e tendências na Atenção Primária à Saúde”. O encontro reuniu especialistas e gestores para discutir a metodologia de financiamento, os desafios enfrentados pelos Municípios e a análise dos recursos financeiros destinados à saúde no Brasil.


O consultor da CNM na área de saúde Denilson Guimarães destacou que o financiamento da saúde é uma obrigação prevista na Constituição Federal. “Temos percentuais mínimos de investimento para a União e os Estados. No entanto, é importante lembrar que a Constituição prevê a revisão da lei que define o financiamento da saúde a cada cinco anos. Já estamos há 13 anos com os mesmos percentuais, o que torna urgente uma atualização para garantir uma política mais equânime”, afirmou.


A prefeita de Siriri (SE), Daiane Oliveira, compartilhou a realidade do seu Município, que conta com menos de 10 mil habitantes. Segundo ela, 70% dos recursos destinados à assistência à saúde são bancados pela prefeitura. “Enquanto gestora, preciso investir em várias áreas, mas a saúde não espera. Por isso, precisamos investir cada vez mais na Atenção Primária, focando na prevenção e evitando que os casos avancem para média e alta complexidade. Fortalecer a base é essencial”, defendeu.


O coordenador-geral de Programação de Financiamento da Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Dirceu Klitzke, apresentou as tendências do financiamento federal e os princípios do novo modelo de repasses. A proposta busca promover maior equidade entre os Municípios, com foco na qualidade do atendimento, ampliação do acesso aos serviços e fortalecimento do vínculo entre as equipes de saúde e a população. Um dos principais objetivos do novo modelo é garantir que os recursos sejam distribuídos de forma mais justa e que a Atenção Primária seja, de fato, a porta de entrada para o sistema de saúde.


Encerrando as apresentações, a presidente do Instituto Lado a Lado pela Vida, Marlene Oliveira, abordou o papel da Atenção Primária na prevenção do câncer, segunda principal causa de morte no país. Marlene destacou que, embora o Brasil conte com uma rede de alta complexidade para o tratamento oncológico, a prevenção e o diagnóstico precoce ainda são desafios a serem superados. “Temos o dado alarmante de que 78% dos pacientes com câncer de pulmão chegam ao sistema de saúde já nos estágios 3 ou 4, quando as chances de tratamento são muito menores. A Atenção Primária precisa atuar como coordenadora do cuidado e protagonista na prevenção dessas doenças”, concluiu.


O painel evidenciou a necessidade de políticas públicas mais equitativas no que diz respeito à Atenção Primária à Saúde, que é a porta de entrada do cidadão no sistema.


Essa articulação entre gestores, especialistas e representantes do governo federal reforça que garantir o fortalecimento da base do SUS é essencial para ampliar o acesso, melhorar a qualidade do atendimento e promover um cuidado mais integral à população. 


Clique aqui e confira a galeria de fotos da XXVI Marcha


Por: Giulia SoaresFoto: José Luiz / CNM



 
 
 

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