Entregas e alianças enchem projeções de João Campos para o governo de expectativa

João Campos. Foto: Júlio Gomes/LeiaJá
O início de 2026 marca o novo ciclo eleitoral no Brasil. Com as eleições majoritárias se aproximando, o campo se torna cada vez mais estreito para os que estarão na corrida para ter seus nomes lembrados nas urnas em outubro. Uma das grande apostas para o governo de Pernambuco é o prefeito do Recife, João Campos (PSB), cuja trajetória de 2025 foi marcada por entregas e alianças que deverão traçar seu caminho ao longo do ano.
Entregas
Ainda na reta final de 2025, Campos entregou dois grandes projetos de sua gestão que estavam pendentes: a Ponte 12 de Setembro, conhecida como Ponte Giratória, no centro do Recife; e o Parque Governador Eduardo Campos, no antigo Aeroclube, no bairro do Pina, na Zona Sul.
Já para este ano novo, o gestor já adiantou que haverá outras entregas ainda no primeiro trimestre, algumas com prazo até abril, período final de desincompatibilização, para que ele possa concorrer às eleições. A assinatura da ordem de serviço da Ponte Cordeiro-Casa Forte deve acontecer ainda no início do ano, por exemplo. A segunda etapa do Parque Eduardo Campos também deve ser entregue até o final de abril.
Seguindo a lista de entregas para o primeiro trimestre, o sistema viário que conta com outras pontes na cidade e o Hospital da Criança, no bairro de Areias, na Zona Sul, também estão na mira. “[O hospital] tá praticamente, a estrutura física, finalizado, a gente tá colocando os equipamentos, o tomógrafo já chegou. Fazendo as últimas instalações prediais para garantir o funcionamento, a gente fez uma vistoria com o Ministério da Saúde“, declarou o prefeito, sobre o equipamento de saúde.
De acordo com o cientista político Alex Ribeiro, o ponto das entregas dentro do prazo é crucial para dar continuidade ao projeto de campanha. “A estratégia foca em “entregas visíveis” até abril, limite para sua permanência na prefeitura, caso seja candidato ao governo do Estado. O sucesso dessa etapa é determinante para evitar desgastes eleitorais”, explicou ao LeiaJá.
Alianças
“No plano das alianças, o desafio é equilibrar os diferentes interesses em relação ao governo federal – algo que terá dificuldade diante do número de atores que almejam lançar candidaturas a cargos majoritários”, destacou, a princípio, Ribeiro.
É o caso, por exemplo, das alianças fechadas entre o presidente nacional do PSB e o ex-prefeito de Petrolina, no Sertão, Miguel Coelho (União), e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos). Os partidos dos aliados fazem parte, a nível nacional, da ala mais à direita no espectro político, tendo o União Brasil, inclusive, saído da base do governo Lula no ano passado.
A proximidade com o presidente Lula (PT) poderá ser um diferencial para sua campanha, apesar de ainda não haver nenhuma confirmação, apenas declarações públicas de lealdade.
“O apoio de Lula é um diferencial, mas que ainda depende de amarrações políticas nacionais para se confirmar”, finalizou o cientista político.
Fonte :LeiaJa.



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