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Em vitória do governo Lula, Senado aprova PEC do fim da escala 6x1

Brito
há 21 horas
3 min de leitura

O Senado Federal aprovou em dois turnos, na noite desta quarta-feira (14/10), o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 — modalidade de seis dias trabalhados para um de descanso.


Nos dois turnos, 75 senadores votaram pela aprovação do texto. Apenas um, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), votou contra. Três não participaram: Rogério Marinho (PL-RN), Ciro Nogueira (PP-PI) e Marcio Bittar (PL-AC).


Por se tratar de uma PEC, o texto precisava ser aprovado por 3/5 do Senado — o equivalente a 49 dos 81 senadores — em dois turnos.


O relator da proposta, Omar Aziz (PSD-AM), rejeitou uma emenda apresentada pelo senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) para que setores que já tenham jornadas iguais ou inferiores a 40 horas semanais não sejam afetados pela PEC.


Aziz admitiu a necessidade de discutir as particularidades de alguns setores, que deverão se dar nos próximos meses. O PSDB retirou um pedido de destaque para essa emenda, abrindo caminho para aprovação do texto relatado por Aziz.



O que diz a PEC que acaba com a escala 6×1

  • O texto reduz o atual teto constitucional de jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e institui dois dias de folga, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

  • Ao todo, serão 14 meses de transição: duas horas serão adotadas 60 dias após a promulgação e as outras duas um ano depois.


  • O tempo de transição foi proposto para permitir que os empresários possam se adaptar.

  • A PEC garante que não haverá redução salarial.


  • Quem ganha até dois tetos e meio de benefícios do INSS, que hoje soma cerca de R$ 22 mil, com carteira assinada, não será sujeito às regras da jornada, à exceção do funcionalismo público, incluindo empresas estatais, e categorias que tenham definições por convenções coletivas.


Flávio se colocava contra a proposta. Devido à pressão popular, no entanto, o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou que votaria favoravelmente à matéria em nome da “maioria dos brasileiros”.


O candidato do PL defende maior flexibilidade das escalas de trabalho, com possibilidade de negociação da carga horária.


Na tarde desta quarta-feira, Lula usou as redes sociais para enaltecer a proposta e ironizar a oposição. Classificou a mudança de comportamento como “oportunismo eleitoral”.


A proposta original previa a redução da jornada semanal para 36 horas ao longo de dez anos, mas o texto foi alterado durante a tramitação na Câmara.


O tema passou a receber maior atenção em 2025, com a mobilização nacional pelo fim da escala 6×1 e a apresentação de uma proposta semelhante pela deputada Erika Hilton (PSol-SP), posteriormente analisada em conjunto com a PEC de Reginaldo Lopes.


Em 27 de maio de 2026, a Câmara dos Deputados aprovou o texto em dois turnos, por 472 votos a 22 na primeira votação e 461 a 19 na segunda.


No Senado, entretanto, a tramitação enfrentou divergências políticas.


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou que havia um compromisso para que a análise não interferisse no primeiro turno das eleições, realizado em 4 de outubro. A decisão contrariou governistas que defendiam a conclusão da votação antes da disputa presidencial.


A PEC foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em agosto. O relator, Omar Aziz (PSD-AM), apresentou parecer favorável à manutenção do texto aprovado pela Câmara, e a comissão deu aval à proposta em 2 de setembro.


A oposição tentou modificar o conteúdo. Ao todo, foram apresentadas 36 emendas no Senado, rejeitadas pelo relator.


Fonte : Portal Metrópoles.

 
 
 

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Brito

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