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"Dia que vai ficar manchado na história do Brasil", diz Gilson Machado sobre prisão de Bolsonaro

Brito
22 de nov. de 2025
2 min de leitura


O ex-ministro do Turismo, Gilson Machado, lamentou a prisão preventiva de Jair Bolsonaro na manhã deste sábado (22).


Em entrevista à Rádio Jornal, o apoiador do ex-presidente afirmou que o dia “vai ficar manchado na história do Brasil”.


“Todo mundo está perplexo com e como as coisas estão acontecendo no Brasil, não é fácil o momento que nós estamos passando. Só resiste quem tem um propósito e quem acredita em Deus”, destacou.


O bolsonarista falou sobre sua proximidade com Jair Bolsonaro e sobre justiça. “A justiça vai prevalecer. A pior sensação que a gente tem é ir para casa sentindo que você está pagando por algo que você não fez”.


A prisão do ex-presidente por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) não está ligada ao cumprimento de pena, mas a uma decisão cautelar. De acordo com o Portal G1, uma das motivações foi o chamamento de vigília em solidariedade a Bolsonaro no condomínio em que mora, em Brasília. A convocação foi do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).


Gilson Machado pontuou que não poderia participar do momento de apoio a Jair por estar impedido de sair do Recife.


“Eu não posso sair de Recife. Estou há 6 meses com meus direitos cerceados de ir e vir, com meu passaporte apreendido, meus celulares apreendidos, minha arma apreendida, que eu tenho o porte federal desde 2004. E nem denunciado eu fui pelo Ministério Público, apenas abriram o inquérito, me prenderam preventivamente e me soltaram com essas cautelares absurdas”, afirmou.


O ex-ministro também foi preso preventivamente, no último mês de junho, após tentar expedir um passaporte português em nome do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, para viabilizar a saída dele do país.

“Se eu tivesse solto, eu iria sim. E eu não vejo nenhum problema em um filho do presidente conclamar uma vigília pela saúde do pai dele”, finalizou Machado.


Prisão de Bolsonaro

O mandado de prisão preventiva de Jair Bolsonaro foi expedido neste sábado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.


De acordo com o Blog da Natuza Nery, a motivação da prisão foi a necessidade de garantir a ordem pública, pois o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, havia convocado uma vigília em apoio ao pai, algo que poderia gerar riscos para participantes e para agentes de segurança.


Em setembro, Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. A decisão ainda está em fase de recursos e não transitou em julgado. Por isso, a prisão deste sábado, não decorre dessa condenação.


Fonte : JC.


 
 
 

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