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Desacreditar urnas é desconvidar eleitor a votar, diz Nunes Marques

Brito
9 de ago.
2 min de leitura

Justiça Eleitoral criou grupo de trabalho para combater uso irregular de inteligência artificial e outras tecnologias durante o processo. - (crédito: Alejandro Zambrana/Secom/TSE)


O ministro e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, rebateu novamente as críticas e desinformações sobre a urna eletrônica. Nos últimos dias, a Corte promoveu a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, que teve o encerramento neste domingo (9/8), com a 1ª edição da Corrida pela Democracia. Para o magistrado, que compareceu ao evento, o debate sobre o tema às vésperas do período eleitoral teve o objetivo de reduzir as fake news sobre o processo.

Outras iniciativas foram promovidas em instituições de ensino, shoppings e locais de passagem acentuada para demonstrar o funcionamento da urna eletrônica aos cidadãos, como ressaltou Nunes Marques.


“A corrida pela democracia que agora se encerra foi um marco. É como se fosse um memorial para comemorarmos e relembrarmos todo o esforço da Justiça Eleitoral durante essa semana, para demonstrar a transparência e a segurança do nosso sistema eletrônico de votação”, acrescentou o ministro.


Uso de deepfakes e IA

Durante a semana, o TSE também criou um grupo de trabalho para monitorar o uso da inteligência artificial (IA) e as chamadas “deepfakes”, que alteram rostos e vozes de personalidades para criar desinformação e são totalmente proibidos pela Justiça Eleitoral. Apesar de não ser vedado o uso da IA, ela deve ocorrer de acordo com as normas aprovadas pela Corte.


O Conselho Consultivo sobre integridade informacional é composto por especialistas em áreas como IA, tecnologia, segurança pública, comunicação social, entre outras. Os profissionais que vão compor o grupo ainda não foram definidos e não haverá remuneração, de acordo com o tribunal.


O presidente do TSE disse que o trabalho para combater esses crimes relacionados ao ambiente virtual está avançado e que os setores responsáveis pelo monitoramento do uso dessas tecnologias estão “bem equipados” para o início do processo eleitoral. Ele também mencionou que o tribunal está em diálogo com todas as plataformas virtuais e que elas concordaram com o plano de conformidade estabelecido pela Justiça Eleitoral para combater as desinformações nas redes.


“Estamos muito felizes e contentes porque trouxemos para o lado da Justiça Eleitoral todo esse aparato tecnológico para nos auxiliar. Além do que nós fazemos ordinariamente, teremos agora uma pleura de ações paralelas para ajudar a Justiça Eleitoral brasileira”, ressaltou Nunes Marques.


Fonte : Correio Braziliense.

 
 
 

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