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Câmara Federal aprova REFORMA TRIBUTÁRIA; veja como votaram os DEPUTADOS PERNAMBUCANOS

Brito
18 de dez. de 2024
2 min de leitura

Deputados Federais de Pernambuco Foto Montagem/Portal de Prefeitura

Por 324 votos a favor, 123 contrários e 3 abstenções, a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 17 de dezembro, o projeto de lei complementar que regulamenta a reforma tributária sobre o consumo.


A proposta requeria maioria absoluta. Em seguida, os deputados derrubaram as mudanças do Senado por 328 contrários, 18 favoráveis (a manter as alterações) e 7 abstenções.

Com a aprovação, o projeto de lei complementar pode ser enviado para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Agora, podem virar lei complementar, itens como cashback (devolução parcial de imposto para os mais pobres), impostos reduzidos para imóveis e cesta básica nacional isenta de imposto.


O parecer do relator do texto, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), retira os principais pontos alterados no Senado, como a retirada das bebidas açucaradas do Imposto Seletivo (imposto cobrado sobre produtos que prejudiquem a saúde ou o meio ambiente) e a redução em 60% da alíquota para os serviços de saneamento e água e de veterinária.


O texto também derrubou a possibilidade de substituição tributária do futuro Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) e retomou as listas de princípios ativos específicos para os medicamentos com isenção ou com alíquota reduzida em 60%.


A versão aprovada pelo Senado tinha extinguido as listas e tinha estabelecido a isenção e a redução de alíquota com base em doenças e em funções de medicamentos.


Segundo Lopes, as mudanças farão a alíquota padrão de IVA cair para até 27,84%, contra alíquota de 28,55% da versão aprovada pelo Senado, a maior do planeta para esse tipo de imposto, superando a Hungria.


No caso dos serviços, o parecer de Lopes cria um redutor de 30% da alíquota sobre serviços veterinários, que tinha saído do Senado com redução de 60%.


Confira como votaram os deputados pernambucanos:


  • André Ferreira (PL)  

  • Augusto Coutinho (Republicanos)  Sim

  • Carlos Veras (PT) Sim

  • Clarissa Tércio (PP) Não

  • Clodoaldo Magalhães (PV) Sim

  • Coronel Meira (PL) Não

  • Eduardo da Fonte (PP) Sim

  • Eriberto Medeiros (PSB) Sim

  • Felipe Carreras (PSB) Sim

  • Fernando Coelho (União) Sim

  • Fernando Monteiro (PP) Sim

  • Fernando Rodolfo (PL)

  • Guilherme Uchoa (PSB) Sim

  • Iza Arruda (MDB)

  • Lucas Ramos (PSB) Sim

  • Luciano Bivar (União)

  • Lula da Fonte (PP) Sim

  • Mendonça Filho (União) Sim

  • Ossésio Silva (Republicanos) Sim

  • Pastor Eurico (PL) Não

  • Pedro Campos (PSB) Sim

  • Renildo Calheiros (PCdoB) Sim

  • Túlio Gadelha (Rede) Sim

  • Waldemar Oliveira (Avante) Sim


O texto retira o redutor de 60% dos seguintes tipos de serviços: segurança da informação e cibernética; atividades educacionais complementares agregadas, como educação desportiva, recreacional e em línguas estrangeiras.


O texto também retirou a redução de alíquota da água mineral e dos biscoitos e bolachas de consumo popular. Os representantes comerciais deixam de ter alíquota reduzida em 30%.


Em relação à substituição tributária, o texto aprovado pelo Senado permitia a instituição de cobrança do IVA, conforme o desejo do Poder Executivo, no primeiro elo da cadeia produtiva, como ocorre atualmente com o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre fumo e bebidas.


Dessa forma, a indústria seria responsável por recolher o tributo com antecedência, em nome dos demais elos da cadeia, como o comércio. Instituída nos anos 2000, a substituição tributária é encarada como uma forma de diminuir a sonegação.



Fonte:  Portal de Prefeitura.       

 
 
 

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