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Congresso autoriza transferência de R$ 2,8 bi para recompor emendas bloqueadas

Brito
30 de mai. de 2024
2 min de leitura


O Congresso Nacional aprovou nesta quarta-feira (29), durante sessão conjunta de deputados e senadores, um projeto de lei que autoriza o remanejamento de R$ 2,8 bilhões para recompor emendas de comissão que estão bloqueadas. O texto vai à sanção.


Como se trata de uma votação conjunta de deputados e senadores, ela é dividida em duas etapas. Na Câmara, foram 330 votos pela aprovação do texto-base e 107 contra a matéria. Já no Senado, foram 53 votos favoráveis ao projeto e cinco contrários.


A transferência de recursos será feita ao Ministério da Saúde e ao Ministério do Desenvolvimento Regional.


A verba sairá de pastas como Agricultura, Cidades, Comunicações, Cultura, Defesa, Direitos Humanos, Educação, Esporte, Gestão, Igualdade Social, Justiça, Meio Ambiente, Minas e Energia, Mulheres, Povos Indígenas e Turismo.


Segundo o Palácio do Planalto, os recursos devem ser transferidos para ações de melhoria dos sistemas de abastecimento de água em pequenos municípios e de implantação de estruturas para segurança hídrica.


O montante de R$ 2,8 bilhões irá beneficiar diversas bancadas, inclusive parlamentares da oposição.


Destaque do partido Novo

Após a aprovação do texto-base, os parlamentares votaram um destaque apresentado pelo deputado Marcel van Hattem (Novo-RS). Ele sugeriu que as verbas da transferência fossem destinadas ao estado do Rio Grande do Sul para o enfrentamento dos estragos causados pelas fortes chuvas na região.


Na justificativa do destaque, van Hattem afirmou que situação no estado demanda “resposta rápida e eficaz”. “Hospitais, clínicas e unidades de atendimento estão sobrecarregados, carecendo de recursos materiais e humanos para prestar um atendimento adequado e eficiente”, consta no texto.


O destaque foi rejeitado e o texto foi aprovado com a redação definida durante a manhã pela Comissão Mista de Orçamento.


Emendas de comissão


Parlamentares, porém, derrubaram o veto presidencial e recuperaram parte desse montante, no total de R$ 4,3 bilhões.


No total, com a recuperação de parte do valor, as emendas de comissão vão somar R$ 15,3 bilhões no Orçamento de 2024.


Emendas de comissão são direcionadas pelas comissões permanentes da Câmara e do Senado. Elas não são impositivas, ou seja, não existe reserva de recursos no Orçamento para o pagamento delas. Por isso, não costumam ser totalmente executadas.


Fonte: Blog da CNN.

 
 
 

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