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Cenário de estabilidade

Brito
12 de set.
3 min de leitura

Por Lucas Arruda


Faltando menos de 25 dias para o primeiro turno das eleições, o que a última pesquisa Datafolha ao Governo de Pernambuco apresenta é um cenário de estabilidade – como também aponta a Quaest passada. Aquilo que parece ser uma tendência de crescimento de João Campos (PSB), de fato, só poderá ser conferido com clareza nos próximos levantamentos, os quais levarão em conta fatores como a diminuição do percentual de indecisos, a medida que o pleito se aproxima, e a exposição dos candidatos em debates e sabatinas. 


No primeiro confronto direto entre os postulantes ao Palácio do Campos das Princesas, para além da cordialidade republicana, o que se viu foi que o discurso inflamado das redes sociais conquistou espaço, apenas, em alfinetadas e indiretas. Cabe ver qual será o tom adotado adiante. No mais, aquilo que já vem sendo repetido pelas candidaturas. 


Um número que vale a pena observar é o da avaliação do governo Raquel, também divulgado pelo Datafolha. Em comparação ao levantamento de 21 de agosto, aqueles que acreditam que a gestão é ótima ou boa passaram de 50% para 48%. Ou seja, uma oscilação de dois pontos para baixo, dentro da margem de erro, que é de três pontos percentuais. Já aqueles que apontam como ruim ou péssima subiram de 18% para 20%. A aprovação é de 65%.


Aqui podem estar os efeitos da propaganda no rádio e na televisão, ou ainda, a forma como repercute o acalorado embate que os candidatos travam nas redes sociais, com acusações para cada lado. De fato mesmo, aguardemos pelos próximos números para entender quais são os ventos que influenciam a corrida eleitoral em Pernambuco.


SENADO – Na disputada corrida ao Senado, considerando os números divulgados pelo Instituto Datafolha, o cenário segue bastante truncado. Apesar de Marília Arraes (PDT) oscilar três pontos para cima em comparação ao último levantamento, chegando a 18%, permanece empatada tecnicamente com Humberto Costa (PT), dentro da margem de erro. O candidato à reeleição pelo PT também subiu um ponto, e agora tem 16%. Mendonça Filho (PL) manteve os 12%, enquanto que Eduardo da Fonte (PP) oscilou um ponto para baixo, com 11%. 


DEBATE – Após o debate em rádio pela manhã, a candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) preferiu não participar do debate que seria promovido pela TV Nova. Na noite de ontem (11), fez uma caminhada na comunidade Entra Apulso, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, junto a Priscila Krause (PSD). Sem a governadora, a emissora decidiu mudar o formato para sabatina com João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL). Nas redes, João alfinetou Raquel pela ausência.


FRASE DO DIA: “Eu não me meto nas eleições americanas e gosto de ser respeitado”, disse Lula em recado à Donald Trump.


PRESIDENTE – Vale dizer que também temos os números do Datafolha para presidência da República. No cenário estimulado de primeiro turno, Lula (PT) segue liderando, com 39%, mas vê Flávio Bolsonaro (PL) oscilando dois pontos para cima, agora com 35%. Para o segundo turno que se avizinha entre os dois, 46% para o petista contra 44% do senador carioca, sem mudanças em relação à última rodada. 


STF – Não cabem neste breve espaço todas as palavras que poderiam ser utilizadas para descrever como o dia 11 de setembro de 2026 entra para a  história do Supremo Tribunal Federal (STF). Mas cabe dizer que o pior ainda está por vir e tem nome: guerra campal. Também tem data marcada: 15 de setembro, com lados bem definidos entre André Mendonça e Alexandre de Moraes. Em Brasília, ouve-se que o chão da capital do Brasil vai tremer.


MARÇAL – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria para caçar o registro da candidatura de Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível até 2032, à presidência da República. Fim de uma novela.


PINGA-FOGO: João Campos (PSB) está voltando a crescer nas pesquisas?


Fonte : Blog do Elielson.

 
 
 

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