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Bolsonaro admite ter discutido estado de sítio com militares e defende anistia

Brito
29 de nov. de 2024
2 min de leitura

Bolsonaro e mais 36 pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal por tentativa de elaboração de um golpe de Estado - (crédito: Revista Oeste/Youtube)


Em entrevista à Revista Oeste, nesta quinta-feira (28/11), o ex-presidente Jair Bolsonaro admitiu ter discutido com militares das Forças Armadas a possibilidade de decretar estado de sítio ou estado de defesa, além de usar o artigo 142 da Constituição para convocar uma ação militar.


Bolsonaro e mais 36 pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal por tentativa de elaboração de um golpe de Estado. Parte do plano seria matar o presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.


"Os militares dizem que discutiram comigo hipóteses de 142, de estado de sítio, estado de defesa. Eu discuti, sim [...] Eu sempre joguei dentro das quatro linhas. O que está dentro da Constituição você pode utilizar", alegou o ex-presidente.


"O artigo 142 pode ser usado por qualquer um dos poderes, não necessariamente o Executivo", disse Bolsonaro. O caput do artigo diz, porém, que as Forças Armadas estão "sob a autoridade suprema do Presidente da República", chefe do poder Executivo.


Anistia

Na entrevista, o ex-presidente defendeu aprovação de "anistia" para os investigados por tentativa de golpe, mas não especificou a quem se referia. Ele já afirmou em outras ocasiões que defende anistiar pessoas presas pelas invasões à sede dos Três Poderes em 8 de janeiro.


Bolsonaro disse que Lula e Alexandre de Moraes deveriam se posicionar a favor de anistia "se quiserem pacificar" o país. "[Assim] zera o jogo daqui para a frente", defendeu.


Arthur Lira

O ex-presidente elogiou o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, por ter criticado o indiciamento de dois deputados por discursos feitos em plenário contra um delegado da PF.


Lira defendeu a imunidade material do discurso parlamentar. "Sem essa imunidade material, plenário do parlamento brasileiro, esse terreno livre, estaria sujeito a todo tipo de limitação e censura, com claro comprometimento da atividade parlamentar", alegou o presidente da Câmara.


A ação foi exaltada por Bolsonaro. "Digo para os cem deputados que tenho na minha rede do zap [WhatsApp] prestigiarem o Arthur Lira, elogiarem ele", afirmou.

Embaixada da Hungria


Bolsonaro também falou sobre a estadia na embaixada da Hungria em Brasília, por duas noites, no início do ano. "Eu fui para conversar, tinha que conversar lá", relatou.

Na ocasião, ele teve o passaporte apreendido pela PF para que não pudesse fugir do país. "Eu não sabia que precisava de passaporte para entrar em embaixada", ironizou.


Fonte: Correio Braziliense.

 
 
 

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