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Após criticar Lula, Tarcísio prega união contra tarifaço: “Mãos dadas”

Brito
12 de jul. de 2025
2 min de leitura

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou neste sábado (12/7) que o tarifaço anunciado pelo presidente americano Donald Trump é “algo complicado” para o Brasil e pregou “união de esforços” para resolver o problema.


“O momento demanda união de esforços e sinergia, porque é algo complicado para o Brasil e para alguns segmentos da nossa indústria, do nosso agronegócio. A gente precisa estar de mãos dadas agora para resolver. Deixar a questão política de lado e vamos tentar resolver essa questão”, afirmou em agenda em Cerquilho, no interior do estado.


Na última quarta-feira (9/7), Tarcísio fez um post culpando a diplomacia do governo Lula pela crise. A postagem foi feita horas depois do anúncio da sobretaxa de 50% aos produtos brasileiros, em que Trump cita diretamente o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado como um dos motivos da medida.


“Lula colocou sua ideologia acima da economia, e esse é o resultado. Tiveram tempo para prestigiar ditaduras, defender a censura e agredir o maior investidor direto no Brasil. Outros países buscaram a negociação. Não adianta se esconder atrás do Bolsonaro. A responsabilidade é de quem governa. Narrativas não resolverão o problema”, escreveu o governador, que é cotado para disputar a Presidência contra o petista em 2026.


A postura gerou inúmeras críticas a Tarcísio por parte da base aliada do governo Lula, que interpretou os gestos do governador como de subserviência e “vira-latismo”. O mandatário paulista foi um dos principais alvos, ao lado de Trump, do ato realizado por movimentos sociais na última quinta-feira (10/7), na Avenida Paulista.


Conversa com embaixada


  • “A diplomacia brasileira, ao longo dos anos, sempre se saiu muito bem. A gente, obviamente, está tentando nutrir a embaixada dos Estados Unidos de mais informações”, disse o governador, citando dados para mostrar o impacto das tarifas para o comércio de São Paulo com os americanos.


  • “O que a gente procura mostrar é o cenário da economia paulista, quais são os números para fortalecer tomadas de decisão”, afirmou.


  • A reunião de Tarcísio com o encarregado de negócios da embaixada dos EUA, em Brasília, irritou parte dos bolsonaristas que defendem que a anistia ao ex-presidente e seus apoiadores deve ser colocada como a base de negociação pelo fim do tarifaço.


  • Questionado neste sábado, o governador afirmou que isso é “uma questão de ponto de vista” e que ele deve “olhar o Estado de São Paulo”.


  • “Eu sou governador do estado, existem interesses que precisam ser preservados, interesses das nossas empresas, dos nossos produtores, e é isso que a gente tem que botar em primeiro lugar. Eu estou falando de empregos, estou falando de pais de família. Então, neste momento, é a defesa que eu estou fazendo”, justificou.


Fonte: Portal Metrópoles.

 
 
 

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