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[Análise] Distribuição do fundo eleitoral é estratégica e fará diferença nas eleições municipais

Brito
20 de jun. de 2024
2 min de leitura


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou como será feita a distribuição dos R$ 4,9 bilhões reservados no Orçamento de 2024 para o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral. Este ano a quantia é dobro da última e é equivalente ao destinado às eleições presidenciais de 2022. Os valores, repassados em ano de eleições municipais, deverão ter um peso expressivo no resultado da corrida. 


Ao todo, 29 partidos receberão verba para a eleições municipais de 2024 e a distribuição é estabelecida por lei. O Partido Liberal (PL) receberá o maior valor, R$ 886 milhões, seguido pelo Partido dos Trabalhadores (PT) com R$ 619 milhões, União Brasil (UB) com R$ 536 milhões, Partido Social Democrático (PSD) com R$ 420 milhões, Partido Progressista (PP) com 417 milhões, Movimento Democrático Brasileiro (MDB) com R$ 404 milhões e os Republicanos com R$ 343 milhões.


Peso

O cientista político Rodrigo Lins afirmou que os recursos do fundo partidário podem fazer diferença no desempenho das legendas nas eleições municipais deste ano. Em especial, ele avalia que a disputa nas Câmaras de Vereadores tende a ser mais impactadas pelos recursos do que a eleição para as prefeituras.

“De fato, maior gasto tende a elevar a probabilidade de eleição. Assim, é esperado que partidos que gastem mais consigam liderar as disputas eleitorais, sobretudo, nas casas legislativas dos municípios. Para os cargos executivos, em que o eleitor brasileiro vota não apenas considerando a legenda, mas tendo em mente o candidato em si, partidos tradicionais e políticos com maior mais conhecidos também podem disputar espaço. A relação entre gastos de campanha e resultados eleitorais já é bastante consolidada”, pontua.

Contudo, Rodrigo Lins alerta para o desafio estratégico para os partidos é distribuir esses recursos de forma eficaz entre diferentes pré-candidatos nas regiões do País, a fim de maximizar o impacto eleitoral em âmbito nacional.

“Os gastos eleitorais podem ser distribuídos da forma que o partido julgar melhor, do ponto de vista estratégico. Isso significa que, apesar de ter um grande corte do Fundo Eleitoral, um determinado partido pode optar por investir boa parte do dinheiro em Estados ou regiões específicas. Isso significa que ele corre o risco de perder competitividade nos demais estados ou regiões”, conclui o cientista político Rodrigo Lins.

Fonte:Blog da Folha de PE.

 
 
 

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Brito

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