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Amupe reelege Marcelo Gouveia e empossa mesa diretora exaltando multipartidarismo e união

Brito
24 de mar. de 2025
3 min de leitura

Solenidade de posse da mesa diretora da Amupe, nesta quarta-feira (19). Foto: Vitória Silva/LeiaJá


A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) empossou, nesta quarta-feira (19), sua nova mesa diretora. Os integrantes tomarão a frente do órgão durante o biênio 2025-2027, sob a presidência de Marcelo Gouveia, também presidente do Podemos. O vice-presidente eleito é o prefeito de Aliança, Pedro Ermírio Freitas (PP), que assumirá a Amupe em março do ano que vem. Segundo o anúncio do presidente Marcelo Gouveia, ele renunciará o cargo para tentar uma vaga na Câmara dos Deputados, a partir das Eleições 2026.


Além dos cargos da presidência, a Amupe também redefiniu as posições de secretariado e tesouraria. Elcione Ramos (PSDB), prefeita de Igarassu, é a nova primeira secretária. Mirella Almeida (PSD), prefeita de Olinda, é a segunda secretária. Rubem Lima (PSB), de Panelas, e Elioenai Dias (Avante), de Cabrobó, são os tesoureiros. Márcia Conrado (PT), prefeita de Serra Talhada, é a nova secretária da Mulher da Amupe. Por fim, Juliana Barbosa (União), prefeita de Casinhas, será suplente da Secretaria da Mulher.


Outros seis prefeitos irão compor o Conselho Fiscal e 24 gestores integrarão o Conselho Deliberativo, de acordo com as Regiões de Desenvolvimento (RD) do estado. Nos discursos, a mesa destacou a paridade de gênero na composição da diretoria. Todos os integrantes da diretoria e dos conselhos também foram unânimes ao concordar que a Amupe deve ser pluripartidária e viabilizar soluções de problemas em comum. Um dos desafios que, atualmente, preocupa a toda a composição da Amupe, é o projeto do Governo Federal que muda as regras de isenção para o Imposto de Renda (IR).


Pluripartidarismo e desafios

O presidente Marcelo Gouveia foi o primeiro a mencionar o caráter “democrático” da composição da chapa única. Para ele, os interesses partidários não devem sobressair os interesses dos municípios e a associação deve priorizar a “unidade” entre as gestões.


“A Amupe precisa ser pluripartidária. Aqui nós temos que defender todos os interesses dos prefeitos pernambucanos, qualquer que seja a filiação partidária. Nossa instituição está aberta para todos os partidos. A nossa luta é constante, contínua, a gente estará sempre com uma nova problemática na nossa frente. A gestão pública é repleta de desafios”, discursou o presidente reeleito.


O prefeito do Recife, João Campos (PSB), também celebrou a composição da diretoria da Amupe. “Quanto mais tivermos os municípios unidos, teremos uma capacidade de fortalecer a nossa luta. A nossa luta é muito parecida, seja de uma cidade muito pequena ou das maiores cidades populacionais. A dor de cada prefeito tem que ser compartilhada”, disse o prefeito da capital pernambucana.


A governadora em exercício, Priscila Krause (PSDB), destacou o trabalho da governadora Raquel Lyra (PSD) na “costura” da diretoria da Amupe. As gestoras consideraram divergências internas pré-existentes e a solução das diferenças em prol do municipalismo.

“Raquel foi prefeita, ela sabe quais são as dores de ser prefeita de uma cidade, e olha que ela geriu a maior cidade do interior. Nosso compromisso desde a campanha sempre foi fazer um governo para os municípios. A realidade da vida das pessoas está exatamente nas cidades. Então esse é um diálogo permanente, crescente. Estabelecemos com os gestores uma relação de confiança”, declarou Krause.


Isenção do IR preocupa Amupe

O projeto de lei para aumentar o teto da isenção do IR para R$ 5 mil se tornou uma preocupação entre os municípios pernambucanos. Em pauta desde o envio da proposta do Governo Lula ao Congresso, a mudança na regra de isenção desfalcaria R$ 500 milhões nas gestões pernambucanas, segundo Marcelo Gouveia.


“Nós teremos um impacto de R$ 12 bilhões nas contas públicas dos municípios, dos quais R$ 500 milhões afetarão diretamente os municípios pernambucanos. Para enfrentar desafios deste tipo, precisaremos estar unidos. Não somos contra a isenção do imposto, a gente só quer buscar a compensação devida para que os municípios não paguem a conta. Na ponta da linha, a necessidade está nos municípios e as políticas públicas são desenvolvidas por nós”, defendeu o presidente da Amupe.


Krause endossou o discurso de Gouveia e afirmou que é necessário manter diálogo com o Governo Federal, para calcular prováveis baixas e a compensação fiscal.


“Todos nós somos favoráveis ao aumento do teto de isenção do Imposto de Renda, mas isso precisa ser dialogado. Porém, aposto na sensibilidade do Governo Federal para chegar a um modelo que consiga atender a expectativa da sociedade e também as necessidades dos Estados e municípios”, afirmou.


 Fonte: Leiajá.

 
 
 

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