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Alcolumbre dá voto decisivo para aumento de número de deputados

Brito
26 de jun. de 2025
3 min de leitura

A proposta que amplia o número de deputados federais para 531 foi aprovada no Senado com um placar apertado nesta quarta-feira (25).


A aprovação foi garantida pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que quebrou o protocolo e registrou voto favorável à matéria.

O projeto de lei complementar recebeu 41 votos favoráveis, o número exato necessário para a aprovação de matérias deste tipo. Outros 33 votos contrários foram registrados, e não houve abstenções.


Durante a votação, Alcolumbre decidiu deixar a presidência da sessão para votar. A ação foi comunicada pelo presidente aos colegas.


O Regimento Interno da Casa não permite que o presidente da sessão registre voto. Por isso, Alcolumbre passou a condução do debate para o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) e registrou voto favorável.


Articulação

O presidente do Senado foi o principal articulador da proposta, que encontrou forte resistência entre os senadores. Ao longo da sessão, parlamentares criticaram o aumento de deputados, afirmando que a medida é desnecessária em um momento em que o Congresso se esforça para evitar aumento de despesas e tributos.


Na terça-feira (24), Alcolumbre reuniu senadores na Presidência do Senado para tentar articular a aprovação do texto. Após a votação nesta quarta, o relator da proposta, Marcelo Castro (MDB-PI), elogiou o presidente da Casa e disse que Alcolumbre foi "um gigante" na negociação.


O projeto não foi consensual entre bancadas de diversos partidos, tanto da base governista, quanto da oposição.


Impacto

Quando foi aprovado na Câmara em maio deste ano, o projeto previa impacto estimado de R$ 64,6 milhões nos cofres públicos com a criação das novas cadeiras.


No entanto, Castro incluiu no relatório uma emenda do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) que proíbe qualquer aumento de despesas, inclusive verbas de gabinetes e cotas parlamentares, passagens aéreas e auxílio moradia.


Deverão ser mantidos os valores correspondentes ao exercício de 2025. Fica proibida a aprovação de créditos adicionais, remanejamento, transposição ou transferência orçamentária.


A regra vale para a legislatura que se iniciará em 2027. Será admitida a atualização monetária dos valores mantidos constantes a cada sessão legislativa.


Urgência

A análise foi realizada em regime de urgência, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, em 2023, que o Congresso revisasse até 30 de junho deste ano o número de parlamentares por estado na Câmara. A divisão deve levar em conta os dados populacionais mais recentes.


A recomendação do STF era de que os deputados revisassem a distribuição das vagas na Câmara com base no Censo Demográfico de 2022. Dessa forma, ficaria mantido o número de 513 deputados. Nesse cenário, sete estados que perderam população teriam redução no número de cadeiras, enquanto outros sete, com crescimento populacional, ganhariam vagas.


Para cumprir a decisão do STF, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) articulou e propôs ampliar as bancadas das unidades que tiveram aumento populacional, mas sem diminuir a bancada dos estados que tiveram reduções populacionais.

Por isso, o relator do projeto na Câmara, Damião Feliciano (União-PB), estabeleceu a criação de 18 novas vagas, ampliando o número total de deputados para 531.

Pelo projeto, os estados que ganham novas vagas são:

  • Pará (4);

  • Santa Catarina (4);

  • Amazonas (2);

  • Mato Grosso (2);

  • Rio Grande do Norte (2);

  • Paraná (1);

  • Ceará (1);

  • Goiás (1);

  • Minas Gerais (1).


De acordo com a proposta, a distribuição das vagas na Câmara terá como base os dados oficiais do censo demográfico realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mas as informações deverão ser alvo de auditoria pelo TCU (Tribunal de Contas da União) e poderão ser impugnadas por partidos políticos ou pela representação jurídica dos estados.


Fonte: Blog da CNN.     

 
 
 

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