A via alternativa

Apesar de estar sempre pontuando nos levantamentos para o Governo de Pernambuco com seus três, quatro pontos percentuais, o vereador do Recife, Eduardo Moura (Novo), não pensa e nem sinaliza em disputar a vaga no próximo ano. Em um cenário polarizado entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), figuras da direita devem seguir o caminho de optar pelo menos pior na disputa.
Da mesma forma que Gilson Machado Neto já sinalizou que sua vontade é de disputar mesmo o Senado, e não o Governo, Eduardo Moura trabalha dia e noite para se cacifar para uma vaga na Câmara Federal pelo partido Novo.
Vale a ressalva que Gilson Machado que disputou em 2022 o Senado e em 2024 a Prefeitura do Recife, vem namorando a vaga de senador desde aquele pleito. Em algumas entrevistas ele chegou a dizer que se em 2022 a eleição tivesse duas vagas em jogo (como terá agora) ele tinha conquistado uma das cadeiras. O liberal aposta no voto conservador e de direita para obter sucesso no próximo ano, embora que para isso precise da segurança partidária, algo que hoje ele não tem no PL.
Já no caso de Eduardo Moura, muitos consideram que em uma disputa por uma vaga na Câmara Federal, pela sua forte inserção na região metropolitana e também sua presença nas redes sociais e o histórico jornalístico, seja algo bem mais fácil. Até mesmo a pontuação do vereador nas pesquisas para o Governo já é um bom indicativo de que ele está bem no jogo e não irá arriscar trocar o certo por algo que não é nem duvidoso, mas praticamente impossível de acontecer.
Aqui é diferente
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, também estava desacreditado na eleição de 2018 quando o PT e o PSDB disputou a ida para o segundo turno. Do nada surgiu Zema e atrapalhou os planos de ambos os partidos que já estavam acostumados com a disputa.
Tradição
O fato é que aqui em Pernambuco nunca houve uma eleição de um outside, mas sim de nomes políticos. Nas últimas décadas passaram pelo Governo: Joaquim Francisco, Miguel Arraes, Jarbas Vasconcellos, Eduardo Campos, Paulo Câmara a agora Raquel Lyra. O único que não tinha lastro político foi Paulo Câmara, que contou com o apoio e aval de Eduardo Campos.
Lógico
Seria até lógico que o Novo apresentasse uma candidatura ao Governo para poder eleger uma bancada na Assembleia e na Câmara Federal. Mas, com Eduardo Moura com chances reais de emplacar um mandato federal, a missão pode ser cumprida por Técio Teles.
Judicialização
O TJPE através de um juiz de primeira instância e atendendo a um pedido do MDB de Gravatá, anulou a filiação do deputado estadual Waldemar Borges. O diretório do partido havia questionado judicialmente o motivo que Borges não teria se filiado através do diretório da cidade, mas da executiva estadual. O que segundo o estatuto, não poderia ocorrer.
Recurso
Já o presidente estadual da legenda, Raul Henry, disse ter estranhado a decisão mas que o partido vai recorrer. O dirigente partidário considera injustificável que membros do próprio partido queiram utilizar-se de manobras para impedir o crescimento da legenda.
Agenda
A governadora Raquel Lyra cumpre agenda nos municípios nesta sexta-feira. Em Taquaritinga do Norte, no Agreste Setentrional, a gestora entrega o trecho de 13,2 quilômetros da duplicação da BR-104 que vai desde a PE-160 (distrito de Pão de Açúcar, em Taquaritinga) até a Vila Canaã, em Caruaru. Em seguida, ela assina ordem de serviço para início da restauração da PE-130, que liga o entroncamento da PE-090, em Vertentes, passando por Taquaritinga do Norte, até a BR-104.
Fonte: Blog do Silvinho.



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