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A importância de governar em sintonia com o Senado

  • Brito
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sentiu na pele, ontem (28), o que é governar em descompasso com o Senado. A derrota do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, no Supremo Tribunal Federal expôs, mais uma vez, os limites de uma articulação política fragilizada no Congresso Nacional.


O próximo presidente será responsável por indicar três novos ministros ao STF para as vagas que serão abertas por Cármen Lúcia, Luiz Fux e Gilmar Mendes. O trio também precisará passar pelo crivo dos senadores, o que exige maior articulação dos candidatos ao Planalto para eleger nomes alinhados ideologicamente, considerando que dois terços das cadeiras na Casa Alta estarão em jogo.


Para os próximos presidenciáveis, a lição que fica é a de que não basta apenas vencer a eleição para o Palácio do Planalto. Será indispensável construir também uma base sólida no Senado. Sem isso, qualquer projeto de governo corre o risco de se tornar refém de impasses políticos e derrotas como a de Messias.


Prerrogativa – Mesmo com a rejeição de Jorge Messias para o STF, o presidente Lula não perde o direito da indicação para o cargo. O chefe do Planalto poderá escolher um novo nome ou até mesmo alistar novamente o advogado-geral da União ao Senado, que obteve 42 votos contrários e 34 favoráveis.


Controle – Logo após o fim da votação que rejeitou a indicação de Jorge Messias para o STF, a TV Senado flagrou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (UB), prevendo que a derrota seria de 8 votos. Ele tem sido apontado como um dos articuladores do resultado em um jantar na noite anterior.


Lamento – Nome indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao STF, o ministro André Mendonça afirmou que “o Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro do Supremo”. Ele foi o primeiro integrante da Corte a se manifestar após a derrota imposta pelo Senado a Jorge Messias.


Presença integral – O presidente nacional do PSB, João Campos, acompanhou a sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, além da votação no plenário, em uma sala reservada aos convidados do advogado. Inclusive, consolando o derrotado. O gesto acima de tudo, revela proximidade entre eles.


Felicidade – Com o sorriso estampado no rosto, o presidente do Novo em Pernambuco, Técio Teles, que vai concorrer a uma vaga na Alepe, festejou em um vídeo no Instagram a derrota de Jorge Messias para o Senado. O advogado também argumentou que ainda falta a aprovação de processos de impeachment contra ministros do STF.


Fonte: Blog Cenário.

 
 
 

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Brito

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