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A era Marcílio

Brito
30 de jun. de 2025
2 min de leitura

 Por Guilherme Camilo


Começa, nesta segunda-feira (30), um novo ciclo para Goiana. Marcílio Régio (PP) assume a prefeitura após vencer a eleição suplementar com 54% dos votos, consolidando uma sucessão política alinhada ao ex-prefeito Eduardo Honório (União Brasil), que teve a reeleição cassada pelo TSE, mas foi o responsável por indicar seu sucessor.


Mais do que um recomeço, o momento marca a tentativa de manter o que deu certo e corrigir os rumos onde for preciso. Marcílio tem agora o desafio de dar continuidade à gestão anterior, sem perder a oportunidade de colocar sua própria marca no governo.


A equipe já está formada. São 21 nomes que integram o novo secretariado, um grupo composto por técnicos, ex-vereadores e representantes da iniciativa privada. A posse começa às 17h, com missa na Igreja Matriz, seguida por solenidade na Câmara Municipal e transmissão de cargo na sede da Prefeitura.


Agora, com a caneta na mão, Marcílio inicia o governo com a missão de retribuir a confiança das lideranças políticas que estiveram com ele até o fim. Mas também carrega as marcas de alguns rompimentos, alianças que ficaram pelo caminho e que agora estarão vigilantes nos próximos passos de sua gestão. 


ATO NA PAULISTA - Jair Bolsonaro reuniu cerca de 12 mil apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (29), sob o mote “Justiça Já”. O ato pediu anistia para os condenados pelo 8 de janeiro e serviu de palanque antecipado para a direita projetar 2026.


GESTOS PARA 2026 - João Campos intensificou articulações de olho em 2026. O prefeito do Recife participou de agendas ao lado de Silvio Costa Filho (Republicanos) e Miguel Coelho (União Brasil), que também miram espaço como senadores na chapa que deve disputar majoritária.


FEDERAÇÃO – Em entrevista à CBN, no Ponto de Encontro, o ministro da Previdência, Wolney Queiroz (PDT), defendeu a formação de uma federação entre partidos. Na ocasião ele citou o caso de Pernambuco como exemplo do impacto positivo do modelo, que garantiu mandatos a Clodoaldo Magalhães e Renildo Calheiros, da federação entre PT, PCdoB e PV.


FRASE DO DIA: “O que está em jogo no país, minha gente, é a liberdade, é o futuro dos nossos filhos e netas. Então não haverá vaidade por parte de ninguém, em especial do presidente Bolsonaro, de tomar a decisão certa na hora certa.” - Flávio Bolsonaro, sobre eventual retirada de candidatura do pai em 2026.


RÁPIDAS


ALIANÇAS – Em ritmo de pré-campanha, o senador Fernando Dueire (MDB) circulou pelo Agreste neste fim de semana, buscando fortalecer apoios para 2026.


EMPRÉSTIMO - Raquel Lyra continua em cabo de guerra com a Alepe. Sem previsão de votação para votar o projeto que autoriza empréstimo de R$ 1,5 bilhão e aprovação de outro crédito de R$ 1,7 bilhão até terça (2), a governadora deve ter que aguardar até o fim do recesso parlamentar, em agosto, quando as propostas voltam à pauta.


NA DEFESA – O PT iniciou ofensiva contra o Congresso para defender a isenção do IR a quem ganha até R$5 mil e a taxação dos mais ricos. O governo segue inerte e enfrenta resistência do Centrão.


PINGA-FOGO: Sem Bolsonaro em 2026, a direita chega enfraquecida?


Fonte: Blog do Elielson.

 
 
 

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