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Álvaro Porto nega ataque contra Raquel Lyra

Brito
21 de ago. de 2025
2 min de leitura

Álvaro Porto, presidente da Alepe. Foto: Rachel Andrade/LeiaJá


O deputado Álvaro Porto (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), afirmou que não houve ataque direto à governadora Raquel Lyra (PSD). Na tribuna da Casa, nesta quarta-feira (20), o parlamentar revelou que a denúncia feita contra a deputada Dani Portela (PSOL) ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) foi enviada por Manoel Medeiros, secretário Executivo de Politicas Estratégicas do governo do estado.


As informações foram obtidas e apuradas pela Superintendência de Inteligência Legislativa (Suint).


“Eu não vi ataque nenhum à governadora. O que a gente trouxe hoje aqui foi uma investigação que a (Suint) realizou a partir do momento da denúncia de Dani [Portela], e a gente recebeu isso ontem [19] à tarde, com filmagem da movimentação do assessor direto da governadora “, afirmou.


De acordo com Porto, o fato de a autoria da denúncia ter vindo de alguém de dentro do Palácio do Campo das Princesas comprova a existência de uma “milícia digital” partindo de dentro da gestão estadual. O presidente da Casa destacou ainda que as informações reveladas vêm como uma reação ao início da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), proposta por Dani Portela, para apurar possíveis irregularidades em contratos de publicidade do governo do estado. “Eu não sei que implicância é essa de não ter essa CPI.


Se tiver com medo, tá com medo de alguma coisa? Então, pra que implicar, entrar na justiça pra derrubar essa CPI. Mas a CPI vai continuar”, pontuou.


“Eu tenho certeza que a partir do momento que começar a funcionar a CPI, vai aparecer muita coisa”, declarou, por fim.


“Denúncia vazia”, diz Dani

Em sua própria defesa e explicação, Dani Portela declarou que a denúncia feita por Medeiros contra ela é “vazia” e “sem sustentação”. Na primeira menção que a parlamentar fez a possíveis irregularidades nos contratos de publicidade, ela revelou que um primo da governadora, e sócio de uma das empresas contratadas, responde por crime de lavagem de dinheiro. Já na denúncia de Medeiros, ele cita que uma pessoa contratada no gabinete de Portela é marido da tia de seu esposo. “Eu envolvi parentes e corrupção. Eles quiseram me devolver na mesma moeda: parentes e corrupção. Uma denúncia vazia, sem sustentação, que agora a gente descobre quem assinou”, disse.


CPI

O presidente da CPI, Diogo Moraes (PSDB) disse que a primeira reunião deverá acontecer nesta sexta-feira (22), tendo como pauta os fatos apresentados na Tribuna. “Tudo o que aconteceu hoje aqui na Casa só fortalece o que a gente vinha dizendo para a instalação da CPI. Isso prova que tem muito mais coisa do que a gente imagina”, declarou.


Fonte: LeiaJá.

 
 
 

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