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“Vamos cumprir o regimento”, diz Hugo Motta sobre CPI do Banco Master

  • Brito
  • há 14 horas
  • 2 min de leitura

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou, neste domingo (17/5), que o pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre as irregularidades envolvendo o Banco Master será analisado de forma “regimental”.


Até o momento, o Congresso Nacional conta com sete pedidos de abertura da CPI do Master. Um deles foi apresentado na Câmara.


“Vamos dar um tratamento regimental a essa situação. E cumprir o regimento da Câmara que vai nortear a decisão do presidente”, disse Motta a jornalistas, em Brasília, nesta manhã, após participar da Corrida da Câmara, evento comemorativo aos 200 anos da Casa.


O presidente da Câmara não detalhou o que significaria o “tratamento regimental”. Nas últimas semanas, Motta tem afirmado, em conversas com líderes partidários, que a análise sobre a CPI precisa seguir uma ordem cronológica de pedidos apresentados à Casa.


CPI ganha força após áudio de Flávio a Vorcaro

Nesta semana, dois novos pedidos de CPI do Master foram apresentados no Congresso – ambos estão em fase de coleta de assinaturas.


As iniciativas ganharam força após a notícia publicada pelo site Intercept Brasil, na última quarta-feira (13/5) que mostrou que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pagou cerca de R$ 61 milhões para financiar o filme biográfico Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).


Os recursos foram solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho de Bolsonaro e pré-candidato do PL à Presidência da República.


Além do impacto político, o episódio trouxe consequências econômicas.


Assim que a reportagem foi publicada com o áudio do pedido e das cobranças de Flávio a Vorcaro, o Ibovespa, principal indicador do desempenho das ações negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3), despencou – e o dólar engatou forte alta, terminando a sessão novamente na casa dos R$ 5, em um dia que ficou conhecido como “Flávio Day 2” no mercado.


O primeiro “Flávio Day” ocorreu em dezembro do ano passado, quando o senador foi escolhido por Jair Bolsonaro como candidato ao Palácio do Planalto – e a notícia derrubou a Bolsa, com um tombo de mais de 4% na ocasião.


À época, o nome preferido pelo mercado para a corrida presidencial era o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).


Fonte : Portal Metrópoles.

 
 
 

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Brito

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