União de adversários não é sinônimo de sucesso nas urnas
- Brito
- há 23 horas
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A última semana foi marcada pela possibilidade de união de ferrenhos adversários e até então nem ferrenhos assim. De um lado, a governadora Raquel Lyra (PSD) e Marília Arraes (PDT) em uma chapa quase inédita, tendo ainda de quebra a possibilidade de juntar também o ministro Silvio Costa Filho (Republicanos) e quem sabe, Miguel Coelho (UB). Do outro, Eduardo da Fonte que desde 2022 esteve apoiando a governadora e até recentemente era o provável nome da governadora em sua chapa majoritária, está sendo considerado possível senador na chapa de João Campos (PSB).
O que de cara pode ser entendido como uma grande articulação política, jogada de mestre, e mexendo no xadrez, não é nem sempre o pensamento de quem vai para a urna votar e confiar um mandato eletivo. Uma união de adversários pode ser entendida como oportunismo eleitoral e espaço de sobra para cobranças ao longo da campanha.
Temos um recente exemplo entre inúmeros na cidade de Caruaru, no agreste pernambucano, quando três grupos políticos que eram adversários ferrenhos se uniram para fazer uma única oposição ao atual prefeito Rodrigo Pinheiro a quem já consideravam derrotado e carta fora do baralho. Algumas vezes chegaram a cogitar uma derrota expressiva de Pinheiro já no primeiro turno sem necessidade do segundo, principalmente depois que os Queiroz se uniram aos Gel e tinham também no palanque o delegado Lessa.
O resultado todos sabem: uma derrota histórica para quem se uniu apenas durante o período eleitoral que nem força suficiente para causar um segundo turno tiveram.
Este é apenas um dos exemplos, dos vários exemplos de quem se juntou com adversário e que enfrentou um julgamento negativo nas urnas nas eleições municipais. Algo que pode servir de exemplo para a eleição deste ano.
PSD
O PSD, partido da governadora Raquel Lyra, filia nesta semana pelo menos seis deputados estaduais oriundos de alguns partidos que fazem parte em sua maioria a oposição estadual. Entre os nomes cotados, Romero Sales Filho, Débora Almeida, Joãozinho Tenório e Izaias Regis.
Reforço
O senador Humberto Costa recebeu apoios de quase duas dezenas de prefeitos do agreste pernambucano neste final de semana. Um deles, Josafá Almeida que comanda o PRD estadual. Prefeito de São Caetano, Josafá também articula para que o atual deputado federal Luciano Bivar seja o primeiro suplente de senador de Humberto na chapa de reeleição.
Trânsito
A qualidade de presidente nacional do PSB dá ao prefeito João Campos a oportunidade de conversar com todos os comandantes de partido tanto da ala progressista quanto de centro esquerda no Brasil. Nas conversas, com as mais diversas figuras, João tem aproveitado também para falar sobre Pernambuco.
Expectativa
O mês de março está marcado por diversas especulações no meio político devido o prazo final de filiações partidárias estar cada vez mais próximo. No final de semana, surgiu comentários de conversas ligadas ao grupo dos Coelhos tanto com a governadora Raquel Lyra (PSD) tanto com o prefeito João Campos (PSB). Miguel não gostou nada da possibilidade do deputado federal Eduardo da Fonte ter seu nome especulado como segundo senador na chapa de João Campos.
Acordo certo?
A filiação do deputado estadual Junior Matuto (que já foi do PSB e hoje está filiado ao PRD) ao PP, vem sendo entendido como mais um gesto de aproximação entre Eduardo da Fonte e João Campos. Matuto é crítico ferrenho da governadora Raquel Lyra na Assembleia Legislativa e um dos principais defensores do socialista.
Agenda
A governadora Raquel Lyra cumpre agenda em Limoeiro e Vitória de Santo Antão, onde realiza entregas e autoriza obras em áreas como saúde, educação, abastecimento de água e regularização fundiária.
Fonte: Blog do Silvinho.



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