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Uma largada gigantesca com cheiro de povo

  • Brito
  • há 2 horas
  • 4 min de leitura

O pré-candidato do PSB ao Governo de Pernambuco, João Campos, deu uma demonstração, ontem, em Gravatá, de que parte fortíssimo no enfrentamento à governadora Raquel Lyra (PSD). Uma consulta à população, quanto às demandas e prioridades do Estado, se transformou num gigantesco ato de mobilização popular. O auditório do hotel Canarius, local do evento, com capacidade para seis mil pessoas, lotou logo cedo.


Segundo a organização do evento, mais de 20 mil pessoas estiveram presentes. Muitos prefeitos não conseguiram chegar ao auditório para ouvir a fala do socialista, como Sandrinho Palmeira (PSB), de Afogados da Ingazeira, que viajou 300 km para o ato. “Nunca vi uma loucura dessas, nem no tempo de Arraes”, comentou, emocionado, o gestor afogadense.


Sem lugar no recinto principal, a multidão tomou, literalmente, todas as dependências do hotel, numa verdadeira invasão. As delegações partiram de todas as regiões do Estado, formadas por prefeitos, ex-prefeitos, deputados, vereadores e lideranças comunitárias. Quando João chegou, foi carregado nos ombros por populares e seguido por milhares de aliados.


Para o PSB, Gravatá é chão sagrado. Foi lá que o então governador Eduardo Campos fez também seu primeiro grande ato de campanha em 2006 e lançou, mais adiante, o Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal, o FEM, contemplando vários municípios do Estado com recursos a fundo perdido.


Em Gravatá, João lançou o “Chega Junto Pernambuco”, programa de escuta popular com o objetivo de compilar o que é sentido pela população para transformar esse conjunto de contribuições em uma plataforma organizada de diretrizes que será a base do futuro plano de governo da Frente Popular.


Agora, segundo disse João, “é hora de transformar tudo isso em linhas de ação organizadas, que embasem um conjunto de propostas para tirar Pernambuco da estagnação que vive hoje”, afirmou. Desde que se lançou pré-candidato a governador, João tem percorrido o Estado falando de propostas de mudança, processo que se intensifica com o lançamento do “Chega Junto Pernambuco”. “Tudo o que João Campos tem falado nos giros que tem feito pelo interior se baseia no que ele tem ouvido da população. É a adutora que precisa ser construída, a estrada a ser duplicada, o serviço de saúde que precisa ser reaberto”, explicou o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes.


DESASTROSA – Presente ao ato de Gravatá, ontem, o ex-prefeito de Caruaru, José Queiroz (MDB), candidato a deputado estadual, ficou impressionado com a multidão presente e a euforia da militância. Para ele, João tem que ir a Caruaru, terra da governadora Raquel Lyra, para participar de evento semelhante. “Caruaru espera João de braços abertos. João é a nossa esperança para tirar esse Estado da estagnação, fruto de uma gestão desastrosa”, afirmou, referindo-se ao Governo Raquel.


Mina de ouro – Inaugurado com pompa, ontem, pela governadora Raquel Lyra, o Hospital Central Nossa Senhora Aparecida, também conhecido como Hospital Central de Paulista, é uma verdadeira mina de ouro de recursos públicos para as empresas que o administram — em especial a do vereador do Recife, Paulo Muniz (Solidariedade). Seis sócios de três famílias ligadas ao hospital, entre elas a do parlamentar, já receberam R$ 178,3 milhões, sem qualquer licitação, do Governo do Estado.


Lula isola Túlio – O vídeo de Lula divulgado ontem foi muito mais do que uma demonstração de força do ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos. Também serviu para expor que há atores políticos interpretando de forma equivocada os sinais emitidos pelo presidente, entre eles o pré-candidato ao Senado na chapa de Raquel, Túlio Gadelha. Nos últimos meses, Túlio tem sustentado o discurso de que Lula estaria alinhado politicamente a Raquel, ao mesmo tempo em que exalta sua relação pessoal com o presidente.


Voto da direita – O gesto político de ontem, porém, apontou em outra direção. Ao deixar claro seu apoio a João Campos, Lula reforçou o seu palanque e apoiou uma chapa com Humberto Costa e Marília Arraes para o Senado. Pelo visto, não tem amor no ar e Túlio Gadelha vai ter que correr atrás do voto da direita mesmo.


Marília cutuca Raquel – A pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) afirmou que o campo liderado por João Campos (PSB) chegou à pré-campanha mais organizado do que os adversários, especialmente na definição das vagas para o Senado e do apoio do PT. Em visita à Folha de Pernambuco, a pedetista disse que a aliança entre João e o presidente Lula (PT) estava consolidada há muito tempo e minimizou as dúvidas que cercaram o tema nos últimos meses. “O nosso campo sempre esteve muito mais consolidado em relação aos pré-candidatos ao Senado e à certeza de que o PT ficaria formalmente com João Campos”, afirmou. Sem citar diretamente a governadora Raquel Lyra (PSD), Marília disse que a definição antecipada evitou problemas enfrentados hoje por “outro palanque”, numa referência à disputa ainda aberta pelas vagas ao Senado na chapa governista.


CURTAS


Caiado descarta Flávio – O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) “perdeu a condição de poder ganhar a eleição do presidente Lula (PT)”. Em entrevista à Jovem Pan News, o ex-governador de Goiás atribuiu a avaliação ao desempenho recente do senador nas pesquisas e disse que o cenário da disputa mudou. Caiado também contestou a ideia de que a candidatura de Flávio seja um caminho natural para a oposição em 2026 e voltou a se apresentar como alternativa de centro-direita para enfrentar o petista.


Racha na direita – O ex-governador Romeu Zema (Novo) foi desconvidado de um evento do partido em Santa Catarina após críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A decisão partiu do diretório estadual da legenda e provocou reação de integrantes da cúpula nacional, que classificaram a medida como unilateral.


Sem alívio para Vorcaro – O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou contra o pedido de prisão domiciliar do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em parecer enviado ao ministro André Mendonça, do STF, Gonet afirmou que não houve fatos novos capazes de justificar a mudança de regime e sustentou que cabe ao Supremo definir o local de cumprimento da prisão preventiva. O procurador também se posicionou contra a nova versão da proposta de delação premiada apresentada por Vorcaro.


Perguntar não ofende: Túlio ainda vai pedir voto para Lula?


Fonte: Blog do Magno Martins.

 
 
 

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Brito

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