Uma hora teria que se encontrar

A reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD) no último domingo (4), trouxe um dado muito importante. Apesar das pesquisas indicarem um acirramento dos números entre ela e seu adversário João Campos (PSB), muitos analistas apontavam para a aprovação da sua gestão que estava na maioria das pesquisas entre 60 a 65%.
Dificilmente quem aprova o governo, votaria contra a gestão. Quem aprovava o governo Raquel Lyra, a tendência era que a reelegesse que foi o que aconteceu. A vitória de Raquel só não foi ainda mais ampla por alguns motivos. Entre eles: alguns percalços de campanha e também a presença de Lula fazendo campanha para João.
Se o acordo para o não envolvimento de Lula na disputa tivesse realmente sido cumprida, a vitória de Raquel poderia ter sido ainda maior.
Apesar de tudo isso, falou mais alta a aprovação da gestão de Raquel Lyra (PSD) que conquistou um novo mandato e mais quatro anos de mandato.
Grande desafio
Apesar de não ter conquistado a vitória nas urnas no último domingo, João Campos (PSB) tem um desafio e tanto que será liderar a campanha de reeleição do presidente Lula. O socialista que preside nacionalmente o PSB, já se reuniu com o presidente para definir os próximos passos da campanha de reeleição em Pernambuco.
Neutralidade
Durante diversas entrevistas realizadas ontem, a governadora reeleita Raquel Lyra (PSD) deixou claro que irá permanecer sem se envolver na disputa presidencial. Mas, que é grata ao presidente Lula por todo o trabalho desenvolvido ao longo do mandato. Raquel disse que manterá diálogo aberto com o presidente para trazer melhorias e investimentos para Pernambuco.
Atrapalhou geral
A segunda colocação de Lula na disputa presidencial no primeiro turno deu um verdadeiro banho de água fria na sua campanha. De acordo com aliados do petista, o segundo turno já era aguardado entre ele e Flávio Bolsonaro. O que Lula não esperava é que iria chegar na disputa com um déficit de mais de 3 milhões de votos comparados ao primeiro turno de 2022 e em segunda colocação.
Histórico
A história não ajuda o presidente Lula. Na história do Brasil, quem venceu no primeiro turno, venceu no segundo turno. Foi assim com Collor em 89, com Lula em 2002, 2006 e 2022, com Dilma em 2010 e 2014, com Bolsonaro em 2018. Para vencer bonito, Lula terá que quebrar um tabu da história política nacional.
Referência
Os institutos de pesquisa Datatrends e Simplex praticamente cravaram o resultado das urnas de ontem. Durante a campanha com o calor da emoção foram bastante criticados pelos seus resultados. Vale a ressalva também para o Instituto Quaest que também trouxe um cenário bem parecido já no sábado.
Efetivados
Com a eleição de alguns vereadores do Recife para o cargo de deputado estadual e federal, estarão efetivados no cargo de vereador da capital: Chico Kiko (PSB) que assume o mandato de Romerinho Jatobá (eleito deputado estadual); Osmar Ricardo (PT) que assume o mandato de Liana Cirne (eleita deputada federal) , George Bastos (Novo) que assume o mandato de Eduardo Moura (eleito deputado federal) e Nilson Pereira e Alcides Cardoso assumem os mandatos de Thiago Medina (eleito deputado federal) e Gilson Machado Filho (deputado estadual eleito).
Fonte : Blog do Silvinho.



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