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TSE rejeita recursos de Castro e mantém inelegibilidade de ex-governador

  • Brito
  • há 6 horas
  • 2 min de leitura

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou nesta terça-feira (2) os embargos de declaração apresentados pelo ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, mantendo a decisão que o declarou inelegível por oito anos.


Por 5 votos a 2, a Corte também rejeitou o recurso do Ministério Público Eleitoral que pedia a inclusão da cassação dos diplomas de Castro e de seu então vice, Thiago Pampolha, no acórdão da condenação.


Com o resultado, prevaleceu o entendimento do relator, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, de que a renúncia apresentada pelo ex-governador na véspera da conclusão do julgamento impediu a aplicação da cassação do mandato. A posição foi acompanhada pelos ministros André Mendonça, Dias Toffoli, Antônio Carlos Ferreira e Kassio Nunes Maques.


Ficaram vencidos os ministros Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha, que defenderam que a cassação do diploma é consequência automática do reconhecimento do abuso de poder e, por isso, deveria constar expressamente da decisão.


"A meu ver, a configuração da prática abusiva, uma vez enquadrados os fatos na hipótese do ilícito, impõe a aplicação das sanções previstas em lei. Havendo o nexo de responsabilização pela prática do ato abusivo, a consequência jurídica é a declaração de inelegibilidade e a cassação do diploma", afirmou Floriano.


Para a Corte, porém, a renúncia de Castro não afasta a condenação por abuso de poder nem a pena de inelegibilidade, que foi mantida.


A decisão desta terça deve destravar a retomada, no STF (Supremo Tribunal Federal), do julgamento que definirá se a sucessão ao governo do Rio ocorrerá por eleição direta ou indireta. Isso porque o ministro Flávio Dino aguardava a conclusão dos recursos no TSE para esclarecer os efeitos da renúncia de Cláudio Castro.


Com a rejeição do recurso do Ministério Público Eleitoral, foi mantido o entendimento de que não houve maioria para reconhecer a cassação dos diplomas de Castro e Pampolha, tese que pode reforçar os votos já apresentados no Supremo em favor da realização de eleição indireta.


Pelo julgamento no TSE em março, Castro ficou inelegível até 2030. O ex-governador pretendia disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano, mas retirou sua pré-candidatura após ser alvo de operações da PF (Polícia Federal) que apuram as fraudes financeiras do Banco Master.


Castro x TSE

Em março, o TSE declarou a inelegibilidade do ex-governador por oito anos e cassou o diploma de Rodrigo Bacellar por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.


A maioria dos ministros concluiu que houve uso irregular da estrutura do Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro) para a contratação de cerca de 27,5 mil funcionários temporários às vésperas da eleição.


Segundo o entendimento da Corte, as contratações foram utilizadas para ampliar a influência política do grupo aliado ao governo estadual durante o período eleitoral.


Além da inelegibilidade de Castro e da cassação do diploma de Bacellar, o tribunal determinou a realização de novas eleições para o governo do Rio de Janeiro, a retotalização dos votos para deputado estadual e a aplicação de multas aos envolvidos.


Fonte : Blog da CNN.

 
 
 

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Brito

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