Tarifaço: a conta da incoerência do bolsonarismo
- Brito
- há 6 horas
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A nova crise envolvendo o tarifaço dos Estados Unidos escancarou uma contradição difícil de explicar dentro da direita brasileira. Depois da articulação do então deputado Eduardo Bolsonaro junto ao governo americano de Donald Trump, que acabou sendo associada à pressão internacional em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro, agora lideranças do mesmo campo político passaram a defender justamente o movimento contrário.
O senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro enviou um documento ao governo americano pedindo que a aplicação das novas tarifas seja adiada para depois das eleições, sob o argumento de que a medida fortalece politicamente o presidente Lula.
Também defendeu que a taxação prejudicaria empresas, produtores e consumidores brasileiros.
A mudança de discurso revela um dilema político. Se antes parte da direita enxergava na pressão externa um instrumento para influenciar o cenário interno, agora reconhece que as consequências econômicas e eleitorais podem produzir exatamente o efeito inverso.
Na prática, ao vincular a disputa política brasileira a uma medida que atinge exportações, empregos e setores produtivos, a oposição oferece ao governo Lula um discurso poderoso em defesa da economia nacional e da soberania. O resultado é que uma estratégia concebida para enfraquecer o governo acaba fornecendo argumentos para sua própria reação política.
Na política, coerência também é ativo eleitoral. E, neste episódio, a direita parece ter percebido tarde demais que determinadas jogadas podem acabar fortalecendo justamente o adversário que pretendia enfraquecer.
DEFEDENDO A FRUTICULTURA – Enquanto parte da direita tenta reverter o desgaste provocado pelo debate sobre o tarifaço americano, o ex-ministro do Turismo e pré-candidato a deputado federal Gilson Machado Neto desembarcou nos Estados Unidos para defender a fruticultura do Vale do São Francisco. Em recente entrevista, Gilson afirmou que trabalha pela revogação das tarifas, alegando que a medida prejudica a economia pernambucana, especialmente um dos principais polos exportadores do Estado.
AGENDA ADIADA – O sensdor Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, adiou a agenda que faria no Recife no próximo dia 9 de julho. O motivo é a viagem aos Estados Unidos, onde tenta atuar junto ao governo americano pela revogação do tarifaço sobre produtos brasileiros.
FRASE DO DIA: “Isso aqui é muito além de política , é defender a economia do nosso Pernambuco”, disse Gilson Machado Neto, ao entregar um documento da VALEXPORT, no Departamento do Comércio Americano, em Washington.
RÁPIDAS
MATA NORTE – O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), reforçou seu palanque na Mata Norte ao receber o apoio do ex-prefeito de Ferreiros, Bruno Japhet, e do ex-candidato a prefeito de Aliança, Maciel Saraiva. O movimento reforça a estratégia do socialista após perder o apoio do prefeito de Ferreiros Zé Roberto e abrir palanque em Aliança.
EFETIVADO – Com a morte do deputado estadual Waldemar Borges, o suplente Cayo Albino (PSB) passa a ocupar de forma definitiva uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Ele já exercia o mandato interinamente durante a licença médica de 180 dias concedida ao parlamentar e, agora, é efetivado como deputado estadual.
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Fonte : Blog do Elielson.



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