Simulação do voto distrital misto colocaria Anderson Luiz e outros quatro nomes na Alepe

Uma simulação do Radar do Voto com os votos das eleições de 2026 aponta que cinco candidatos que ficaram fora da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe)
conquistariam uma cadeira caso a disputa tivesse ocorrido sob o modelo distrital misto.
No cenário, entrariam Doriel Barros (PT), Aderaldo Pinto (PSB), Regina da Saúde (Podemos), Anderson Luiz (PSD) e Amanda Ramos (PSD). Em contrapartida, cinco candidatos que foram eleitos pelo sistema proporcional ficariam fora da composição simulada.
Entre os beneficiados estaria Anderson Luiz, secretário de Articulação Política de Caruaru. Ele recebeu 31.962 votos em Pernambuco, mas não conquistou uma das 49 vagas da Alepe na eleição de 2026.
Veja os cinco nomes que entrariam na Assembleia, de acordo com a simulação:
Doriel Barros (PT) — 46.190 votos;
Aderaldo Pinto (PSB) — 36.686 votos;
Regina da Saúde (Podemos) — 33.584 votos;
Anderson Luiz (PSD) — 31.962 votos;
Amanda Ramos (PSD) — 16.352 votos.
Os candidatos eleitos em 2026 que ficariam fora da composição simulada seriam:
Jobson Almeida (Republicanos) — 66.002 votos;
Romerinho Jatobá (PSB) — 61.415 votos;
Sileno Guedes (PSB) — 60.546 votos;
Sebastião Oliveira (Avante) — 40.882 votos;
Renato Antunes (Novo) — 32.200 votos.
O caso de Jobson Almeida mostra como a mudança de regras pode alterar a distribuição das cadeiras: embora tenha recebido 66.002 votos em 2026, ele aparece fora da Alepe no cenário simulado. Já Amanda Ramos, com 16.352 votos, figura entre os nomes que entrariam.
Como funciona a simulação
Na configuração apresentada, Pernambuco seria dividido em 25 distritos, com aproximadamente 286.678 eleitores em cada um. Em cada distrito, uma vaga ficaria com o candidato mais votado; as outras 24 cadeiras seriam preenchidas por meio de listas partidárias.
O Radar aplicou as regras simuladas aos votos efetivamente registrados em 2026. Os distritos, porém, foram desenhados pela própria plataforma para o estudo e não correspondem a uma divisão oficial. Além disso, campanhas, candidaturas e escolhas dos eleitores poderiam ser diferentes caso a eleição fosse realizada sob outro sistema.
A simulação, portanto, não altera o resultado oficial das urnas: mostra como as 49 vagas da Alepe poderiam ser distribuídas nesse cenário.
Fonte : Blog do Mário Flávio.



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