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Ratinho Jr. desiste de disputar Planalto para cuidar da sucessão no Paraná

  • Brito
  • há 5 horas
  • 3 min de leitura

A desistência de Ratinho Junior (PSD) da corrida presidencial, anunciada nesta segunda-feira (23), demonstra a complexidade do xadrez político brasileiro, onde decisões estratégicas frequentemente priorizam a manutenção de poder regional sobre ambições nacionais. Governador do Paraná e líder nas intenções de voto dentro do seu partido, Ratinho recuou diante da pressão de adversários, principalmente do grupo de Flávio Bolsonaro (PL), que indicou o senador Sergio Moro (União-PR) como pré-candidato ao governo paranaense. A leitura política foi clara: insistir na disputa presidencial colocaria em risco a sucessão estadual e poderia abrir espaço para que nomes fora do seu grupo assumissem o controle do estado, incluindo o próprio Moro ou Rafael Greca, que recentemente migrou para o MDB.


A decisão revela a lógica pragmática de Ratinho Junior. Sem a possibilidade de reeleição no Paraná, o governador precisaria garantir que seu grupo político permanecesse no poder, mantendo o controle da máquina estadual. A eleição presidencial, com cenário nacional incerto e polarizado, representava um risco elevado: qualquer investimento na disputa de 2026 poderia se transformar em perda do feudo paranaense. Ao optar por recuar, Ratinho demonstrou que, em política, preservar o território conhecido muitas vezes supera a tentação do protagonismo nacional. Em termos práticos, essa escolha fortalece a coesão do PSD no Paraná e mantém o controle de um estado estratégico para futuras negociações políticas.


No plano nacional, a saída de Ratinho Junior tem implicações significativas. Ele era um dos poucos nomes da centro-direita capazes de oferecer uma alternativa à polarização entre Lula e Bolsonaro, com potencial de furar a bolha do ex-presidente. Sua desistência deixa um vazio para eleitores que buscavam uma opção moderada, mais conectada à gestão estadual e menos alinhada aos extremos. Além disso, fortalece o PL e o campo bolsonarista no Paraná, consolidando um cenário em que a sucessão estadual se torna mais previsível para aliados de Flávio Bolsonaro, enquanto os opositores do bolsonarismo perdem uma ponte de competitividade na região.


A leitura final é que a política brasileira continua a ser um jogo de cálculos, onde as ambições pessoais e nacionais precisam ser equilibradas com a manutenção de estruturas de poder locais. Ratinho Junior optou por consolidar sua base no Paraná em vez de arriscar uma candidatura presidencial incerta, mostrando que a sobrevivência política nem sempre se traduz em visibilidade nacional. Para os eleitores da centro-direita que esperavam um contraponto à polarização, a desistência é frustrante, mas para o PSD paranaense, é uma jogada que reforça controle e previsibilidade. A lição é clara: no tabuleiro político do Brasil, manter o quintal às vezes é mais estratégico do que mirar o Planalto.


De saída? – A possível saída do deputado estadual Gilmar Júnior do Partido Verde já movimenta os bastidores da política pernambucana e deve se concretizar ainda esta semana, em meio a um cenário de reacomodação partidária visando as eleições de 2026. O parlamentar vem avaliando com atenção sua filiação ao PSB ou ao Republicanos, duas siglas com forte protagonismo no estado e inserção estratégica nos projetos majoritários em construção.


Filiação – O pré-candidato a deputado federal Gabriel Porto se filia ao PSB nesta quinta-feira (26), a convite do prefeito do Recife e presidente nacional da legenda, João Campos, em ato marcado para as 20h30 na sede do partido. Gabriel afirmou que a filiação representa reconhecimento pelo trabalho realizado em sua pré-candidatura e reforça a sintonia com o projeto de João Campos, destacando a necessidade de unir esforços para fortalecer a candidatura majoritária e promover renovação e transformação em Pernambuco.


Federal – O Republicanos lançou, nesta segunda-feira, a ex-vereadora Aline Mariano como pré-candidata à Câmara dos Deputados, reforçando a presença do partido no Congresso Nacional. Com quatro mandatos em Recife e um em Afogados da Ingazeira, além de passagens como secretária de Enfrentamento às Drogas e presidente de comissões de Direitos Humanos e das Mulheres, Aline chega à disputa com ampla experiência política e forte base eleitoral, especialmente no Recife, Região Metropolitana e Sertão do Pajeú. O presidente estadual do partido, ministro Silvio Costa Filho, destacou que sua chegada fortalece o projeto majoritário liderado por João Campos, e a pré-candidata reafirmou compromisso de trabalhar por Pernambuco em Brasília.


Indignação – Moradores do município de Buíque estão muito apreensivos com a demora do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) em decretar a cassação da chapa de vereadores do MDB, por fraude à cota de gênero, nas eleições de 2024. Em 11 de fevereiro deste ano, o voto da relatora Roberta Viana Jardim, favorável à cassação, foi aprovado por unanimidade. Porém, o pedido de vistas do desembargador Washington Amorim deixou milhares de eleitores em compasso de espera.


Inocente quer saber – Após Gabriel Porto, Iza Arruda será a próxima a se filiar ao PSB?


Fonte : Blog do Edmar Lyra.

 
 
 

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