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Raquel Lyra x João Campos: Última semana promete ataques, contra-ataques e mobilização

Brito
há 9 horas
3 min de leitura

Os candidatos ao Governo do Estado, a governadora Raquel Lyra e o ex-prefeito do Recife João Campos, chegam à ultima semana de campanha em um ambiente de acirramento jamais imaginado diante de um panorama que começou largamente favorável ao ex-prefeito - ele chegou a colocar mais de 30 pontos à frente de Raquel - e levou a governadora a passar na frente do concorrente que, na reta final, conseguiu levar o pleito a um empate técnico. Nos próximos dias os dois vão tentar se sobressair em um ambiente que promete ser de ataques e contra-ataques e de mobilização de multidões para impressionar os indecisos.


João Campos mostrou força esta sexta-feira em ato no Recife Antigo que contou com a presença do presidente Lula e a governadora, que tem também arrastado muita gente por onde anda seja no Grande Recife ou no interior, promete continuar na rua até o último minuto. Além dessas mobilizações acontecem dois debates que, pelo clima atual, podem literalmente pegar foto. Esta terça será na Rede Globo e na quinta-feira no Sistema Jornal do Commércio de Comunicação.


Intensidade emocional e subida de tom

A cientista política Priscila Lapa afirma que “é característico no Brasil que as últimas semanas de campanha são marcadas pela intensidade emocional, sejam de emoções positivas ou negativas. A idéia é criar motivação no eleitor e atuação, sobretudo, para reduzir as abstenções e captar votos dos indecisos. Tenta-se de mobilizar as massas, engajar os candidatos proporcionais e suas bases, além de criar o efeito de demonstração de força.”


- A gente pode esperar – diz ela – ataques mútuos para desconstrução dos adversários e, ao mesmo tempo, mensagens de que a campanha está sendo atacada. Os apelos emocionais tendem a ser acentuadíssimos. A esta altura, as campanhas sabem os pontos fracos dos adversários, onde eles são mais reativos, os temas sensíveis que geram mais engajamento ou repulsa. Não podemos esperar a tônica propositiva nos debates mas uma subida de tom”.


Pesquisas perdem validade em horas

Esta semana a Quaest que divulgou pesquisa em Pernambuco esta quarta-feira anunciou que já nesta terça fará novo levantamento. Explicação? A campanha em Pernambuco está sendo tida como a mais emocionante entre os estados e mobllizando os institutos para acompanhar a escolha do eleitor. -“A partir deste momento as pesquisas que vão saindo, elas vão ficando velhas não com o passar do dia mas o passar das horas” – diz o cientista político Felipe Ferreira Lima, acrescentando: “Este é o momento em que os eleitores vão começando a despertar para a escolha dos seus candidatos ou para a cristalização do voto”.


Segundo ele, “o momento é muito sensível mesmo e deve provocar uma variação das pesquisas durante a semana embora seja preciso dizer que pesquisa não é futurologia, não é um prognóstico futuro. Pesquisa é diagnóstico do momento. Na proximidade da eleição isso vai podendo mudar mas, como disse, não é em dias, é em horas. A gente vai sentir isso durante a semana”. – conclui.


Grupos a postos

Este blog apurou que é intensa a movimentação de bastidores nas duas campanhas não só para tirar proveito de tudo o que for possível durante a semana como para planejar o dia da eleição garantindo maior presença dos eleitores já que o pleito pode chegar a uma situação em que cada voto pode ser fundamental para os dois principais adversários.O grupo da governadora conta com a mobilização dos prefeitos aliados nos municípios para conseguir o maior número de votos possível e o de João Campos prepara um batalhão de cabos eleitorais na periferia do Recife com o mesmo objetivo.


Quem vai se sair melhor? A depender do que acontecer durante a semana muitas águas ainda vão rolar até a abertura da primeira urna no domingo que vem.


Fonte : JC.

 
 
 

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Brito

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