Raquel Lyra defende direito do PSD a candidatura própria à presidência e evita antecipar posição de Lula em PE
- Brito
- há 19 minutos
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A governadora Raquel Lyra (PSD) afirmou em entrevista à CNN, nesta quarta-feira (11), que tem liberdade dentro do partido para construir alianças políticas no estado. Segundo ela, a relação com a direção nacional, liderada por Gilberto Kassab, garante autonomia para decisões estratégicas.
"Desde que entrei no partido há uma clareza muito grande do presidente Kassab de que a gente tem liberdade para a escolha daquilo que é melhor para Pernambuco. Eu tô 100% dentro do partido e sou muito bemquista lá. [...] Tenho tido o respaldo todo do PSD, mas com a liberdade de poder construir as alianças necessárias pra gente continuar seguindo em frente, defendendo aquilo que a gente que interessa ao meu estado e ao meu povo", afirmou.
Questionada sobre a possibilidade de o PSD lançar um nome próprio ao Palácio do Planalto, como Ratinho Júnior, a governadora adotou cautela e disse que o momento ainda é de indefinição.
Ela ressaltou que o partido possui vários quadros nacionais relevantes e que a condução das articulações tem sido feita com liberdade nos estados, sob orientação da direção nacional.
"Nós temos quadros extremamente importantes no PSD, e aqui eu faço uma referência ao meu presidente Kassab. Ele tem dado liberdade para que a gente possa, cada um de nós, construir isso nos estados. E é claro que nomes como de Caiado, o nome de Ratinho, o nome de Eduardo Leite, como tantos outros que existem no partido, eles aumentam a nossa responsabilidade em relação ao país”, afirmou.
Eleições em Pernambuco
Ao comentar o cenário nacional e a postura do presidente Lula (PT) nas eleições em Pernambuco, a governadora evitou antecipar avaliações e ressaltou que as decisões cabem ao próprio chefe do Executivo federal.
Lula, como se sabe, é aliado do prefeito do Recife, João Campos (PSB), mas não dispensa a aproximação com a governadora. Os dois devem disputar o governo do estado em outubro.
Raquel também lembrou que o calendário eleitoral ainda está distante e que as convenções partidárias só ocorrerão em julho, em meio à expectativa por definições políticas mais rápidas.
"É importante dizer que pelo presidente da República só quem pode falar ele mesmo. E o PT tem obviamente feito todas as considerações e discussões políticas e que se alongarão ao longo do tempo", analisou.
Questionada sobre sinais do PT e possíveis agendas do presidente em Pernambuco, Raquel Lyra reforçou que não pretende falar em nome do partido aliado nem antecipar cenários eleitorais. A governadora destacou que seu foco é manter a atuação administrativa e política dentro das atribuições do cargo.
"Eu jamais poderia falar sobre presente da República ou sobre o PT. Cabe a mim fazer a minha parte. E o que eu tenho buscado fazer o tempo inteiro,” acrescentou.
Relação com Lula é positiva
Durante a entrevista, Raquel Lyra também destacou que mantém diálogo constante com o presidente Lula e defendeu a reconstrução do pacto federativo entre Pernambuco e o governo federal.
Segundo ela, a relação institucional precisa ser fortalecida para destravar investimentos e obras consideradas estratégicas para o estado, afirmando que o momento exige pragmatismo político e cooperação entre os entes federativos.
Para ela, a atuação de quem governa tem ritmo diferente do discurso de oposição, já que a prioridade deve ser a entrega de políticas públicas e melhoria dos serviços à população pernambucana: "o tempo de quem está na oposição não é o mesmo tempo de quem está no governo”.
Lyra disse ainda que é grata ao apoio recebido do presidente da República e reiterou o compromisso de manter o diálogo institucional com Brasília. A governadora argumentou que a parceria entre os governos estadual e federal é fundamental para ampliar investimentos e melhorar a qualidade de vida no estado.
Fonte :JC.